Existem três fundamentos da sabedoria: discrição ao aprender, memória ao reter e eloquência ao contar.

Antiga tríade irlandesa

18 dezembro 2014

[6 Anos Blogue Morrighan] Passatempo Especial ASA - 1001 Mundos + Livros com Sentido

Ilustração por João Pedro Fonseca

Chegamos a mais um passatempo, com mais um dos parceiros, para oferecer mais dois packs de livros - um de literatura fantástico (1001 Mundos) e outro de romance (Livros com Sentido). Serão sorteados dois vencedores, e no formulário terão de seleccionar a qual dos packs estão a concorrer com as seguintes regras:

- O passatempo termina às 23h59m de 7 de Janeiro
- Podem participar UMA vez por dia
- Só são aceites participações de Portugal
- Têm de preencher correctamente o formulário
- Partilhar nas redes sociais

Boa Sorte!

Pack 1001 Mundos

Pack Livros com Sentido

Opinião: Um Caso Perdido (Hopeless), de Colleen Hoover

Um Caso Perdido (Hopeless)
Colleen Hoover

Editora: TOPSELLER

Sinopse: Quando Sky conhece Dean Holder no liceu, um rapaz com uma reputação tão duvidosa quanto a dela, sente-se aterrorizada, mas também cativada. Há algo naquela figura que lhe traz memórias do seu passado mais profundo e perturbador. Um passado que ela tentou por tudo enterrar dentro da sua mente.
Ainda que Sky esteja determinada a afastar-se de Holder, a perseguição cerrada que ele lhe dedica, bem como o seu sorriso enigmático, fazem-na baixar as defesas, e a intensidade da relação entre os dois cresce a cada dia. Mas o misterioso Holder também guarda os seus segredos, e, quando os revela a Sky, ela vê-se confrontada com uma verdade tão terrível que pode mudá-la para sempre. Será Sky quem ela pensa que é? E será que os dois conseguirão sarar as suas feridas emocionais e encontrar um modo de viver e amar sem limites?


Opinião: Recebi este livro no início de Setembro e, confesso, estava um pouco céptica em pegar nele. Não pela falta de incentivo, pois as opiniões iam saindo e eram todas bastante positivas, mas antes porque a sinopse não me tinha prendido. Pareceu-me ser mais um romance jovem-adulto, com respectivos dramas, que me ia saber bem ler quando quisesse descontrair e esvaziar um bocado a cabeça. Foi então, com esse sentido, que peguei, há quatro dias, em Um Caso Perdido. Deu-se, então, o choque - cheguei a um ponto da história em que não mais larguei o livro até o terminar. Pausei o trabalho, pausei tudo o que estava a fazer e dei por mim a lê-lo ao pequeno-almoço, a lê-lo ao almoço, a pousá-lo, por fim, depois da sobremesa. Isto não acontece sempre, pois não? Comigo não, por isso posso afirmar com toda a certeza que este é um grande livro. 

O primeiro capítulo coloca-nos num espaço temporal futuro, em relação àquele que logo de seguida passamos a acompanhar, e ficamos logo de sobreaviso - vai chegar uma altura em que as coisas vão ficar feias. Mas porque será? Uma discussão dramática entre namorados? Pois, foi isso o que eu pensei na altura. Não podia estar mais enganada. Se pela capa e pela primeira centena de página ficamos intensamente envolvidos na dinâmica de Sky e Holder, enquanto um casal de adolescentes, existe um ponto de viragem em que tanto o enredo como o leitor não mais podem ficar suspensos e a acção torna-se vertiginosa. 

Os melhores livros são aqueles que nos deixam sem palavras, mas que ao mesmo tempo nos fazem querer dizer um mundo sobre eles. É assim que me sinto neste momento, com tanto por expressar, mas ao mesmo tempo com uma incapacidade genuína de o fazer devidamente. Há emoções que muitas vezes sentimos a ler que não queremos expor, cuja fragilidade, choque e reconhecimento, nos deixam para lá das conjugações de letras. São abordados temas muito fortes, introduzidos, por vezes, de forma tão inesperada quanto expectável, mas que não queremos que seja real, que os nossos protagonistas estejam realmente a passar por aquilo. 

É caso para dizer que nunca antes um romance entre adolescentes tinha mexido tanto comigo. Colleen Hoover foi tão mestre, tão talentosa, na criação das personagens, no seu desenvolvimento, nas relações entre as mesmas e nos cenários que as envolviam que, de repente, é tudo demasiado intenso. Não é só o Holder que é intenso, como tantas vezes diz Sky, toda a narrativa se torna viciante, desoladora, mas forte ao mesmo tempo. 

Como eu costumo dizer, sou uma pessoa bastante emocional no que toca às artes. Para eu gostar de um livro ou de um disco, por exemplo, o essencial é que estes mexam com as minhas emoções, que eu me sinta diferente depois de ter tido contacto com eles, saber que de alguma maneira o impacto que causaram, pela sua brutalidade e/ou beleza, irá ficar marcado como uma peça única. Hopeless tornou-se numa obra ímpar para mim. O que se iniciou como uma viagem pelos meandros da adolescência, em que a protagonista tem uma insensibilidade notável a tudo o que é rapazes e paixonetas, tornou-se numa corrida febril pelos meandros mais sombrios, mais complexos e mais aterradores das consequências que um único acto pode ter na vida de tantas pessoas. 

Deixando os dramas de lado, nunca ignorando o quão reais as problemáticas retratadas são, é impossível não admirar a capacidade da escritora em misturar o romance com o drama, a descoberta sexual com os eventos traumáticos, de colocar isto tudo num ambiente a oscilar entre a alegria juvenil e a obscuridade do passado, e ainda assim nos fazer sorrir no final. Recomendo, muito sinceramente, este livro. Mas aviso-vos, não há preparação que vos amenize o sentimento de arrebatamento que, mais tarde ou mais cedo, irão sentir. Para o bem e para mal, para os sorrisos e para as lágrimas, é uma obra que vale a pena ler. 

[Queres é (a) Letra!] Especial Exclusivo - azul-revolto - Ouija - Diaphanous Gaze



Diaphanous Gaze é o single de estreia deste EP, que já toca na Antena 3 e que tem estado nas escolhas do radialista Rui Estêvão, mas que também já marcou presença na RUC e na RUM. Para muitos, poderá ser uma surpresa este destaque, mas para mim é apenas sinónimo de que o que é belo e tem qualidade está a ser reconhecido. Com as suas características, e sendo a última faixa de Ouija, acaba por representar uma espécie de final de viagem, mas que deixa a desejar o início de um novo começo. É como um culminar de todas as emoções até agora acumuladas, que se pretendem expulsar num último fôlego de êxtase, expurgando fantasmas, preparando-se para seguir em frente. É uma faixa muito bonita, com uma aura sedutora inegável. 

Talvez seja uma interpretação demasiado, mas Ouija, para mim, é o resultado de um trabalho muito mais complexo do que possa parecer, inicialmente, prestando atenção apenas à composição técnica de cada música. Tudo conjugado, a componente electrónica com a vocal, incluindo ecos e distorções, envolve o ouvinte num ambiente de luxúria, prazer, magnetismo, mas também uma boa dose de tormenta, de uma sensação de insatisfação e de aperfeiçoamento. Os meus sinceros parabéns por uma estreia tão audaz e consistente.




Underneath the nightmare
beacons a blinding light
I took them apart
insomnias ago,

and now..

Still getting the way of
a sun melted mirror
it’s like i don’t belong
inside of this ghost.

Underneath the nightmare
beacons a blinding light
I took them apart insomnias ago,

and now..

still getting the way of
a sun melted mirror
it feels dearly wrong
so it's time to go


walking fast, are we there yet?
two steps to go
two steps to go
my love.

[DESTAQUE] Coelho Radioactivo lança novo disco - Canções Mortas - pela Gentle Records


Há discos que demoram o seu tempo a surgir, mas que quando o fazem se tornam incontornáveis. Até há uns dias desconhecia por completo o projecto Coelho Radioactivo, mas então conheci o Canções Mortas e não quis ouvir mais nada. Não ouvi nenhum outro disco dele, apaixonei-me facilmente por este e só o contraste gráfico deste para os discos anteriores deixa-me na expectativa do que poderei descobrir. Mais cedo ou mais tarde, é claro que irei ouvir a restante discografia, mas para já prefiro ficar-me por este. Explorá-lo um pouco mais, escrever sobre ele mais tarde. Existe uma sedução complexa e intensa entre as melodias e a obscuridade das letras. Só a ouvir a melodia, poucos reparariam que por vezes estamos perante letras mais negras, mais assombradas e assombrosas. Deixo-vos com a informação oficial sobre o disco: 

A Gentle Records e a TOSSE orgulham-se de apresentar “Canções Mortas”, o novo álbum do Coelho Radioactivo. Já dois anos findaram desde que João Sousa nos prendou com um novo álbum.
Hoje, o Coelho Radioactivo veste-se de maneira diferente, fala de outra coisa, a voz é a mesma, mas os adjectivos mudaram. Qual trovador de moliceiro aos pés, aprendeu a rir-se das lágrimas que são a ria que Aveiro chora. Vão encontrar um Coelho velho de 23 anos. Um João maturo com uma pedra atrás das costas e outra na cabeça. Ouçam canções mortas, quais mutantes de tudo na música que nos trouxe até aqui, biópsias de um coração aberto, esventrado nos novos versos que o Coelho Radioactivo aqui compilou. Sejamos sinceros: é um disco negro, triste e introspectivo, num percurso ascendente, tentando encontrar uma quaquer luz ao fundo do tunel. Mas não é assim que todos nos vemos quando nos espreitamos? É um álbum sobre si com os outros, sobre pessoas em particular, é sobre apontar o dedo e saber apontá-lo.

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