Entrevista a Bruno Franco, Escritor Português

Boa tarde a todos! Como está a ser o vosso fim-de-semana? O meu está a ser na faculdade, depois de um teste já feito às 9h da manhã!!! E par...

Boa tarde a todos! Como está a ser o vosso fim-de-semana? O meu está a ser na faculdade, depois de um teste já feito às 9h da manhã!!! E para descontrair, que tal dar a conhecer mais um jovem autor português? Bruno Franco é autor do policial O Novo Membro, editado pela Corpos Editora. Já tive oportunidade de conhecer o Bruno pessoalmente e é uma pessoa impecável, humilde e está sempre bem disposto!
Já tenho o seu livro e mal o leia, colocarei a minha opinião aqui.
Ao Bruno só me resta agradecer o seu tempo e desejar-lhe toda a sorte do mundo!!

Sobre mim:
Chamo-me Bruno Franco, tenho 19 anos e sou natural de Corroios, no Concelho do Seixal. Adoro sair com a namorada e com os amigos, seja para onde for. O importante é estarmos juntos. Adoro desporto! Pertenço à equipa de competição de natação do Clube Lisnave, mas também adoro futebol, ténis e voleibol.
Estou no segundo ano do curso de Radioterapia na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa.
A escrita encontrou-me quando tinha 14 anos. A ideia surgiu quando vi, no final de um livro, o desafio de uma editora para os jovens que escreveram livros e que gostariam de os publicar. Apesar de adorar ler, nunca tinha ponderado escrever, mas foi esse desafio que me levou a arriscar e a dar os primeiros passos na escrita. Sabia lá eu que passados 5 anos iria publicar um livro!
Sou um rapaz irreverente, apaixonado pela vida, às vezes bastante desastrado, mas, acima de tudo, considero-me um bom amigo e uma boa pessoa.

Estilo e Ritmo de Escrita:
O meu estilo é um estilo simples. Não gosto quando os escritores escrevem de uma maneira demasiado floreada só para parecer que escrevem muito bem. No meu caso, a escrita serve unicamente para contar uma história, e não para me exibir. O que eu pretendo com a escrita é partilhar uma história cativante e viciante, onde abordo alguns temas que façam os leitores reflectir, que proporcione momentos de alegria, de choque e que façam o leitor raciocinar, muito devido às pistas que vou deixando ao longo do meu livro, resultantes do enredo que criei. O ritmo com que escrevo depende única e exclusivamente da minha inspiração. Há dias em que sou bombardeado com ideias brutais: nesses dias sou capaz de ficar o dia inteiro a escrever. Mas, se for preciso, sou capaz de ficar logo a seguir uma semana sem “pegar na pena”. Resumindo: escrevo quando estou inspirado. Se não estiver, não vale a pena forçar. Acima de tudo, escrevo livros que gostaria de ler! Portanto, não é de admirar que escreva Romances Policiais, que puxam por mim e que me deixam bastante orgulhoso por os ter escrito.

Influências:
Um dos meus objectivos é manter-me original. Claro que há-de haver semelhanças com outros escritores, mas tento ter a minha maneira de escrever. No entanto, há escritores que tenho como referências e que adoro ler. São eles Tess Gerritsen, Dan Brown, José Rodrigues dos Santos, Daniel Silva, Jeff Abbott, Christopher Paolini, Steve Berry… Gosto bastante da maneira como estes escritores cativam o interesse dos leitores com uma escrita relativamente simples, mas sempre com uma história muito boa! Creio que me influenciaram neste aspecto, ao mostrarem-me que bons livros não são os que estão demasiado bem escritos, de tal forma que sejam de difícil compreensão, mas sim aqueles que têm uma escrita simples e eficaz, aliada sempre a um história viciante, que serve para que o leitor se foque apenas no que está a ser contado e não na maneira como a história está a ser contada.


Dado que lançaste o teu livro há pouco tempo, que dificuldades encontraste, qual a sensação de ver o teu livro publicado?

Ver o meu livro publicado foi inacreditável! Inicialmente, não imaginava que algum dia fosse publicar um livro, mas este foi um sonho que foi adquirindo forma à medida que a minha escrita evoluía e que acreditava cada vez mais nas minhas capacidades. Quando escrevi “O Novo Membro”, tinha apenas 16 anos e percebi que tinha chegado a altura de “vir cá para fora”, ideia essa que se tornou mais forte quando escrevi o livro seguinte. Por isso, parti à procura de editoras que me ajudassem a realizar este sonho. Tentei quatro editoras, e felizmente todas quiseram publicar o meu livro. No entanto, as três primeiras via-se que estavam mais interessadas em lucrar comigo do que em me ajudar, apesar de elogiarem bastante o meu livro. A Corpos Editora foi a que mais quis apostar em mim. Estou muito feliz por os ter contactado e sei que posso marcar a diferença porque sinto que tenho muito para dar!
Portanto, a única dificuldade que tive para publicar foi encontrar uma editora que quisesse, de facto, ajudar-me, e não apenas lucrar. De resto, organizar o lançamento e divulgar o livro foi bastante fácil, porque tenho a sorte de estar rodeado de pessoas que gostam muito de mim, que me acarinham bastante e que estão dispostas a ajudar-me. Sem a minha família, a minha namorada e os meus amigos, nada disto seria possível.
Contudo, sei que há muitas editoras que não respondem aos escritores e, quando o fazem, é imenso tempo depois, e nem sempre a resposta é positiva. Há também editoras que se aproveitam de escritores desconhecidos para lucrarem às custas deles, o que eu acho inaceitável. Há imensos talentos em Portugal que são desperdiçados porque as editoras exigem demasiado financeiramente do autor. Um escritor deveria publicar pela sua qualidade, e não por ter dinheiro, e esse é um dos princípios em que me baseei para publicar. Felizmente a Corpos quis apostar em mim, e estou-lhes muito grato por esta oportunidade!

Projectos Futuros:
O meu objectivo é que este meu livro, “O Novo Membro”, chegue a mais pessoas, porque tenho a certeza que é daqueles livros que vale muito a pena ser lido. No final, este livro abre uma janela para o segundo, o que deixa o leitor bastante ansioso por o ler! Portanto, um objectivo a médio prazo será publicar o segundo livro, onde sei que já mostro uma boa evolução. De resto, tenho de me focar no meu curso e empenhar-me em todas as actividades em que esteja envolvido. Mas viverei despreocupadamente a vida um dia de cada vez, passo a passo, porque o importante é pensar no presente, e não tanto no futuro, senão acabaremos por nos distrair do que está à nossa volta. E eu até gosto de desfrutar de todos os momentos da minha vida!


Trailler da Sinopse:



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