Entrevista a Susana Almeida, Escritora Portuguesa

Bom dia! Hoje trago até vós uma jovem escritora portuguesa que acaba de lançar o segundo livro da trilogia "Estrela de Nariën" - S...

Bom dia! Hoje trago até vós uma jovem escritora portuguesa que acaba de lançar o segundo livro da trilogia "Estrela de Nariën" - Susana Almeida. Foi com muito prazer que fiz esta entrevista. A Susana mostrou-se smepre disponível e foi muito agradável falar com ela. Muito obrigado pelo teu tempo Susana. Fiquem então com a sua entrevista:

Olá Susana! Fala-nos um pouco sobre ti:
Chamo-me Susana Almeida, nasci em Novembro de 1984, sou escorpião (e há que aprender a viver com um). Sou do Algarve, mais propriamente de Faro e, apesar de viver a cerca de 25/30 minutos da praia, é raro frequentá-la nos meses de Verão devido à sempre imensa confusão.
Desde pequena que crio histórias na minha cabeça, mas somente aos 17 anos decidi passá-las para o papel e a partir daí nunca mais parei.
Os meus gostos passam pela leitura, música, desenho, embora ultimamente não me reste muito tempo para o fazer, cinema, séries e claro, o mais importante, a escrita.


Qual o teu estilo de escrita?
Cada autor tem o seu próprio estilo, e certamente que não encontraremos dois iguais. Tenho uma escrita simples, não demasiado aprofundada em descrições, geralmente só recorro ao uso de descrições mais pormenorizadas nos momentos de acção. Confesso que escrevo de acordo com o meu próprio gosto pessoal, ou seja, intercalando romance e acção. Dou muita importância às minhas personagens e à forma como se vão interligar ao longo da narrativa. Gosto ainda de trabalhar com vários núcleos e não somente com um ou dois protagonistas.

Com que ritmo costumas escrever?
O meu ritmo de escrita normalmente é até bastante rápido, uma vez que, desde que não esteja em processos de revisão, escrevo todos os dias um bom par de horas.
Quando estou a criar uma nova história começo por pensar no nome, algo a que dou extrema importância, pois é como uma identidade. Segue-se um possível prólogo, digo possível porque muitas vezes acaba por sofrer várias alterações, defino as personagens e o que as motiva, crio um fim provisório, uma meta à qual quero chegar e o resto flui naturalmente, sem que perca dias ou horas a pensar em como vou fazer
.

Quais as tuas maiores influências?
Tudo pode ser uma influência desde que se tenha uma mente aberta, mas pessoalmente considero que a minha maior influência, o que me aguça a criatividade, é sem dúvida a música. Aliás, tenho o hábito de seleccionar músicas para tudo o que escrevo.
Em termos literários, o meu autor preferido é Emílio Salgari, considerado por muitos como o maior escritor de aventura dos séculos XIX e XX. Tive o prazer de ler algumas das suas obras, infelizmente, e com imensa pena minha não todas, e foi inevitável não me apaixonar, não só pela sua escrita, como também, pela emoção que consegue transmitir ao leitor. 

 
O que te levou a escrever dentro do género do fantástico?
Na verdade não comecei por escrever dentro do fantástico, mas sim da aventura e no fundo, acho que o que me levou para o fantástico foi a possibilidade de poder criar mundos, culturas e personagens diversas que não estariam presas a um determinado período temporal ou específico da nossa própria História. Gosto de pensar que o fantástico é um mundo em aberto que não impõe limites à imaginação.


Apesar de os teus livros se encontrarem numa colecção mais para adolescentes, achas que qualquer adulto se pode divertir a lê-los?
Sim, acho que, no caso da “Estrela de Nariën” existem diversas situações ao longo da narrativa que tornariam a leitura bastante agradável a um adulto, até por este ter uma compreensão diferente do texto.

Sei que é difícil para os autores portugueses, vingarem no mercado nacional…
Foi difícil publicar?
Considero que é sempre difícil publicar quando se é desconhecido e não se tem qualquer obra no mercado que sirva como referência. E sendo o nosso mercado claramente dominado por literatura estrangeira torna-se ainda mais difícil conseguir algo tão simples, como submeter os nossos manuscritos para apreciação editorial.
Nunca contactei somente uma editora de cada vez, até porque era mais frequente a ausência de resposta por parte das mesmas, do que a situação inversa. Mas não me posso queixar de falta de profissionalismo por parte das quais obtive resposta e recordo-me somente de uma situação de resposta engraçada, em que me disseram que não publicavam poesia.
Ouvir um “não” nunca me desmotivou, aliás pelo contrário, incentivava-me a querer melhorar. Comprei livros, li e reli alguns para perceber onde poderia melhorar ou o que estava errado.
Mudei bastante a minha forma de escrever e a obra resultante dessa mudança foi a
“Estrela de Nariën”.
Aproveito ainda para expressar os meus agradecimentos à editora Saída de Emergência, por ter acreditado na minha obra.


Tens recebido feedback dos teus leitores?
Sim, tenho recebido algum e até agora sempre positivo o que é bastante encorajador.

Quais os teus projectos futuros?
Para já, publicar o último livro da “Estrela de Nariën”, depois, e apesar de gostar bastante de escrever fantasia e ter outras obras que se enquadram neste género, (incluindo um novo projecto que tenho em mente) gostava de ter a oportunidade de publicar noutros géneros, nomeadamente romance e aventura.

Termino agradecendo à Sofia Teixeira pela entrevista e dando-lhe os meus parabéns pelo trabalho de divulgação de autores portugueses quem tem vindo a fazer.

Livros:
Estela de Narien - Sombras de Morte

Sinopse: Num Império onde as avatares da Senhora da Sabedoria são tão respeitadas como o próprio Rei e os cavaleiros são admirados pela sua bravura e honra, a paz próspera nas terras do Império dos Homens. Aheik, um jovem cavaleiro, tem sonhos que o levam para outra era, onde o seu nome é Eogan, marido da guardiã da Estrela de Nariën. A Estrela de Nariën é um artefacto que se julga perdido e cujo poder não tem limites. Se de facto existir e cair nas mãos erradas, poderá até destruir o mundo. Atormentado, Aheik procura compreender o significado dos sonhos. Do outro lado do Império, Étaín, uma elfo enlouquecida pelo desejo de possuir a Estrela, cria uma aliança com o povo bárbaro das terras da perdição. E a partir desse dia, a guerra ameaça todo o Império, devastado por sangrentas batalhas contra um povo que mata por matar e destrói por prazer. Mas Aheik não está sozinho. O destino reserva-lhe as maiores surpresas: o amor, a traição a amizade... Todo o Império depende de uns poucos heróis, e Aheik tem a sua própria cruzada pessoal.

Estrela de Narien - O Renascer

Sinopse: Com a capi­tal do Impé­rio tomada pelas for­ças do mal e Kyran retido para lá das por­tas da cidade, toda a espe­rança parece per­dida. Sabendo que ten­ta­rão recu­pe­rar o con­trolo da capi­tal a todo o custo, a malé­vola Étaín recorre, uma vez mais, aos bár­ba­ros Sha­trus para impe­dir a perda da Capi­tal. Men­sa­gei­ros par­tem para os qua­tro can­tos do Impé­rio, con­vo­cando os seus gover­na­do­res para anun­ciar a morte do Rei e a subida ao trono do seu suces­sor. Sob ame­aça, os gover­na­do­res não têm alter­na­tiva senão acei­tar aquele que Étaín colo­cou no trono do Impé­rio. Agora, com o Impé­rio asse­gu­rado, ape­nas Aheik se atra­vessa no cami­nho de Étaín, na busca pela Estrela de Nariën. Dis­posta a tudo para se apro­priar de tal poder, Étaín será mais do que Aheik poderá supor­tar. E mor­rerá às suas mãos se não tiver ajuda do seu lado. É então que um estra­nho fenó­meno tem lugar perante o olhar de duas jovens. A Estrela de Nariën renasce tra­zendo con­sigo o poder que Étaín tanto ambiciona.



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