Opinião: "A Redenção" (Tomo 3 Trilogia Nocturnos) de Rafael Loureiro

A Redenção (Tomo 3 - Trilogia Nocturnos) Rafael Loureiro Editora : Editorial Presença Colecção : Via Láctea #96 Sinopse : Este volume ...

A Redenção (Tomo 3 - Trilogia Nocturnos)
Rafael Loureiro

Editora: Editorial Presença
Colecção: Via Láctea #96

Sinopse: Este volume da trilogia Nocturnus põe fim a uma interessante saga de ambiente gótico. Num mundo onde a Luz e as Trevas se digladiam sem tréguas, Daimon DelMoona regressa agora para junto da sua amada, Lília, devastado pelas trágicas consequências dos acontecimentos que se desenrolaram no volume anterior. Daimon, não estará sozinho na sua demanda final, mas conseguirá ele alguma vez libertar-se da trágica dualidade que o destroçou?

Opinião: A Trilogia Nocturnos é sem dúvida uma saga de ambiente gótico repleto de romantismo. Ao longo dos três livros que compõem esta trilogia fomo-nos deparando sempre com uma visão romântica e melancólica sobre o mundo Nocturnos. Nesta última obra, temos a derradeira demonstração desses sentimentos quando Daimon e Lília decidem partir à procura da veracidade de uma lenda segundo a qual um vampiro pode voltar à sua condição humana.

Esta nova demanda obriga os nossos heróis a passarem por vários locais com diversos obstáculos e adversidades pondo sempre à prova a sua força de vontade. Mas para Daimon não é, de todo, fácil. O seu ser Impuro quer a todo o custo emergir e destruir o que resta do seu ser Puro. Lília vai sendo a sua corda que o mantém à superfície.

É sem dúvida um último volume de emoções fortes e que ainda nos liga mais a Daimon e Lília. O seu sofrimento é tão patente que torcemos por eles, sofremos com eles e todos os momentos de alegria que eles sentem partilhamos com eles.

Rafael Loureiro conseguiu um equilíbrio bastante bom na narrativa. Capítulos curtos e bastante intensos que nos prendem, tornando-se mesmo viciante. Faço um balanço bastante positivo desta trilogia que traz uma nova visão dos vampiros, gótica, romântica, mesmo com toda a maldade que lhes é inerente bem patente nos seus seres Impuros. Gostei.

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