Opinião: 'À Procura de Alaska' de John Green

À Procura de Alaska John Green Editora : ASA Chancela : 1001 Mundos Sinopse : "Na escuridão atrás de mim, ela cheirava a suor,...

À Procura de Alaska
John Green

Editora: ASA
Chancela: 1001 Mundos

Sinopse: "Na escuridão atrás de mim, ela cheirava a suor, luz do sol e baunilha, e, nessa noite de pouco luar, eu pouco mais podia ver além da sua silhueta, mas, mesmo no escuro, consegui ver-lhe os olhos - esmeraldas intensas. E não era só linda, era também uma brasa."
Alaska Young. Lindíssima, esperta, divertida, sensual, transtornada… e completamente fascinante. Miles Halter não podia estar mais apaixonado por ela. Mas, quando a tragédia lhe bate à porta, Miles descobre o valor e a dor de viver e amar de modo incondicional.
Nunca mais nada será o mesmo.

Opinião: Existem aqueles livros que nos tiram o sono, aqueles que de alguma maneira mexem connosco e provocam um impacto tremendo no nosso interior, À Procura de Alaska é uma dessas obras de arte.

Tenho de dizer que quem lê a sinopse, pode-se sentir tentado a achar que esta é mais uma obra sobre adolescentes, romântica e lamechas, mas desenganem-se. À Procura de Alaska é um livro forte, de uma profundidade tocante e que não irá deixar leitor algum indiferente.

As personagens deste livro são extremamente intensas. Temos Alaska, uma jovem que gosta de viver no limite, sempre irreverente e que deixa a sua marca nas vidas de quem entra. Miles, o Badocha, é um rapaz simples cujo passatempo principal é decorar as últimas palavras em vida de pessoas famosas. Coronel, colega de quarto de Miles, é outro adolescente com uma personalidade muito própria, de origens humildes e extremamente revoltado em relação aos que se acham superiores só por terem muito dinheiro.

Quanto à história em si, começa de forma simples. Miles é transferido para Culver Creek, um colégio interno, e é lá que conhece os seus novos amigos. Rapidamente a adrenalina torna-se um vício e, apesar de não se descuidarem muito com os estudos, vivem para pregar partidas e marcarem a diferença. No entanto são os demónios interiores de cada um que acabam por ir ditando o curso dos acontecimentos. 


As relações entre os protagonistas são o verdadeiro foco desta história. Com eles vivemos várias aventuras em que a camaradagem, amizade, amor, e um apurado sentido de sobrevivência representam os seus principais valores.
A escrita do autor é simples e envolvente criando uma teia à nossa volta, levando-nos a encarnar os personagens vivendo as suas alegrias e as suas tristezas. De uma sensibilidade tocante, À Procura de Alaska mostrou ser uma das melhores leituras deste ano até agora.

3 comentários