Opinião: 'Mentiras' (Desaparecidos #3) de Michael Grant

Mentiras (Desaparecidos #3) Michael Grant Editora : Grupo Planeta Sinopse : Sete meses passaram desde que todos os adultos desapare...

Mentiras (Desaparecidos #3)
Michael Grant

Editora: Grupo Planeta

Sinopse: Sete meses passaram desde que todos os adultos desapareceram da ZRJ (abreviatura de Zona Reactiva Juvenil).
Tudo agora vai acontecer numa só noite.
Uma rapariga que tinha morrido circula agora entre os vivos. Zil e o Bando dos Humanos incendeiam Perdido Beach; entre o fumo e as chamas, Sam entrevê a silhueta da pessoa que mais teme: Drake.
Mas Drake morreu. Sam e Caine venceram-no, assim como à Sombra. Pelo menos assim pensavam.
Enquanto Perdido Beach arde, a batalha também está acesa: Astrid contra o conselho municipal; o Bando dos Humanos contra os mutantes; e Sam contra Drake, regressado do reino dos mortos e desejoso de acabar com aquilo que ele e Sam deixaram por concluir.
Entretanto, e à semelhança do próprio fogo, há boatos que alastram, espalhados pela Profetisa, Orsay, e pela sua companheira, Nerezza. Afirmam que a morte é um meio de fugir da ZRJ.
As condições são piores do que nunca, e os jovens estão desesperados por sair.
Mas estarão suficientemente desesperados para acreditarem que a morte os poderá libertar?

Opinião: A ZRJ nunca esteve num desespero tão grande. Por muito que se queira impor a ordem tentando criar um conjunto de regras para o comportamento destes jovens adolescentes, não existe um consenso nem sequer um líder declarado. Após Desaparecidos e Fome, Mentiras traz uma nova resolução quanto ao mistério que envolve a ZRJ e o desaparecimento dos miúdos quando estes atingem os 16 anos.

Sam sente-se cansado. Após tudo o que se passou nos sete meses anteriores, as suas cicatrizes ainda não sararam completamente e as psicológicas são as piores. Nem a sua paixão por Astrid lhe alívia todo o fardo que sente às costas. Pelo contrário, Astrid tende a dificultar-lhe a vida ao tentar assumir uma posição de maior poder, impondo-se quase como a governadora da ZRJ e tirando-lhe parte do crédito que ele merece ter. Ela acha que é preciso haver uma legislação e leis para julgar os crimes e está decidida a que tal aconteça. Pena que isso se mostre praticamente impossível.

No entanto, os conflitos entre os 'normais' e os que têm algum tipo de poder descontrolam-se, atingindo proporções nunca antes imaginadas. Quando começam a surgir as profecias de Orsay, muitos decidem fazer de tudo para que estas não se concretizem, enquanto outros se preparam para uma morte certa.

É um livro em que conhecemos umas quantas personagens novas, vemos ressurgir outras que julgávamos desaparecidas e o medo e a angústia são sentimentos constantes. A fome, o desespero, a luta pela sobrevivência, conseguem levá-los à loucura e fazê-los perder qualquer sentido do que está certo ou errado.

Michael Grant prova aqui ser um autor bastante capaz, que nos faz sentir completamente impotentes perante a extrema crueldade a que sujeita as suas personagens. Todas as dificuldades, todos os obstáculos, traições e desamores ajudam a que o livro se torne num valente vício. A escrita do autor também ajuda, é simples e objectiva, não se perdendo em grandes divagações. Venha o próximo! Gostei Muito.

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