[DESTAQUE] Em Julho pela Bertrand: O Albatroz de Teresa Lopes Vieira

O Albatroz Teresa Lopes Vieira Editora : Bertrand Editora Nº Páginas :  304 LIVRO Jesus é um comediante desempregado que p...



O Albatroz
Teresa Lopes Vieira

Editora: Bertrand Editora
Nº Páginas:  304

LIVRO
Jesus é um comediante desempregado que procura refúgio na casa do pai morto, em pleno centro de Lisboa. Liberdade, a sua irmã, uma pseudoatriz de novela cuja carreira foi propulsionada por uma participação num reality show. No meio de memórias, certas questões colocam-se: o que acontece quando perdemos tudo? Podemos ser criminosos apenas por acaso? Porque é que os nossos familiares são, por vezes, os nossos piores inimigos? Um enredo de reencontros, fugas e colisões inevitáveis.

AUTORA
Teresa Lopes Vieira nasceu em Lisboa em 1984. É formada em Direito, mas cedo descobriu na escrita e nas viagens as suas verdadeiras paixões. Para tal, já exerceu as atividades mais diversas, desde servir à mesa em Lyon a rececionista num hotel em Amesterdão. Foi precisamente essa experiência em Amesterdão e o contacto com as comunidades imigrantes na Holanda que inspiraram o seu segundo romance, Gato Persa Social Club, escrito após uma longa uma viagem da autora ao Egito e que foi publicado em 2012 pela Bertrand Editora, dois anos depois do seu romance de estreia, Os Diários da Mulher Peter Pan.

IMPRENSA
«O desafio do livro foi o de colocar um homem na casa onde viveu a sua conturbada juventude, sem que dela consiga sair. Despojá-lo de emprego, amigos e qualquer outra base social, o que o descarta cada vez mais do mundo tal como o conhecemos.
Apesar de tudo gravitar em volta do mesmo centro físico, o enredo é bastante dinâmico. As coisas acontecem ao personagem, apesar dele próprio. É obrigado a enfrentar a irmã, uma atriz de novela em crise existencial. É perseguido pela rapariga das pizas e tem de conviver com todo o tipo de pessoas do seu passado, inclusive um pai que já morreu mas que parece pairar sobre tudo. A razão da morte deste último revela-se cada vez mais sombria e parece ser aquilo que une toda a gente, numa qualquer finalidade incógnita.
Queria portanto mostrar uma espécie de tentativa falhada de suicídio social, em que não se percebe bem se o personagem sofre de agorafobia ou se simplesmente não quer mais viver a vida dos outros. Refletir sobre a problemática do até que ponto a sociedade nos ajuda a manter a sanidade mental. Jesus é uma espécie de “palhaço triste” a quem tudo corre mal mas que não parece querer fazer nada para melhorar a situação.
Um duplo homicídio torna tudo pior e confirma o afastamento social dos irmãos, as peças-chave do romance. Este, no fundo, trata de memórias, conflitos familiares e de um certo modo, de loucura. Mas também é uma história de amizade entre dois irmãos.» Teresa Lopes Vieira

0 comentários