[Os Artistas Portugueses no Vodafone Paredes de Coura II] - Dia 2 - Fast Eddie Nelson e White Haus

Fotografia por Hugo Lima Mais um dia de Vodafone Paredes de Coura e mais duas presenças nacionais de destaque. Ao contrário do que é o ...

Fotografia por Hugo Lima
Mais um dia de Vodafone Paredes de Coura e mais duas presenças nacionais de destaque. Ao contrário do que é o habitual, as bandas portuguesas sempre a abrir, desta vez fugiu-se um bocadinho à regra e tivemos uma a abrir o palco Vodafone.fm e a outra a fechá-lo! Ou melhor, para mim, a noite acabou depois de White Haus! 

Mas comecemos com Fast Eddie Nelson, o concerto de abertura deste dia 21 de Agosto. Foi a primeira vez que vi ao vivo e foi uma agradável surpresa, quanto mais não seja pela completa despretensão e o enorme à vontade em palco, num tom rock puro, sem artifícios ou paninhos quentes. Originário do Barreira, foi a primeira vez que veio a Paredes de Coura «e ainda por cima pagaram-me para o fazer!». É neste tom descontraído e "sem merdas" que a actuação se desenrolou, havendo espaço para fazer piadas sobre o Barreiro e ainda umas quantas interacções com o público - que obviamente tinha gente conhecida da banda e que a certa altura tomou contornos cómicos. Para um início de tarde e primeiro concerto do dia, a quantidade de público foi razoável e o resultado foi então uma boa amostra do que Fast Eddie Nelson tem para dar. 


Fotografia por Hugo Lima

Existem projectos que nos enchem de orgulho e White Haus é um deles. Iniciado por João Vieira, dos, agora em pausa, X-Wife, White Haus apresenta-nos um som fresco, de disco que é bem mais do que isso, e que faz corar qualquer projecto do género, internacional ou não. Em banda, o músico faz-se acompanhar por André Simão e Graciela Coelho (Dear Telephone), e por Nuno Sarafa (We Trust, Best Youth) - desconfio que não podia haver combinação melhor. Quatro pessoas que exalam a sua paixão pela música, influenciando de forma incontornável quem os assiste. 

Já conhecendo o trabalho de White Haus, e já tendo visto outros dois concertos, não posso deixar de referir que este foi o meu preferido. Todo o espectáculo de luzes com a projecção visual, o convidado de energia inesgotável a dançar e a participação do baixista dos X-Wife, culminaram num grande concerto com as voz inconfundível de João Vieira e com a postura sempre sensual da Graciela. E se há coisa que adoro quando vejo estes quatro a tocarem juntos, são as caras de entrega de André Simão e Nuno Sarafa. Quatro grandes músicos e um fechar de noite fantástico. 

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