[Gerador] Declaração de Amor à Blogosfera

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Recentemente, em conversa com o Tiago Sigorelho do projecto Gerador, surgiu o desafio de, na onda das Declarações de Amor feitas no primeiro número da revista Gerador, criar uma Declaração de Amor à Blogosfera, tentando dar umas luzes que isto de ter um blogue é também isso Cultura. O que é que vocês acham? Partilho, agora, aqui convosco a declaração de amor que fiz a este nosso espaço virtual:

Declarar amor à blogosfera é como estarmos naqueles primeiros tempos de paixão em que somos cegos, surdos e mudos aos defeitos, às dificuldades, a tudo o que não sejam sorrisos parvos e actos desmedidos. Porque é isto que um blogue deve provocar, uma sensação de paz e de entrega sem medida. Não sou mãe, nem quero exagerar, mas penso que olhar para o nosso blogue é como olharmos para um pequenote em que para o vermos crescer de forma feliz e saudável, entregamo-nos sem igual.

Depois existem os vizinhos, os companheiros de estrada, os locais onde vamos para ouvir uma boa música, outros para nos deliciarmos com as suas receitas, temos ainda aqueles que nos fascinam com os seus livros e dizeres, e ainda há espaços de pura partilha onde não existem medos nem inibições. Ter um ecrã entre nós e os outros, muitas vezes dá aquela segurança para se ser audaz que ao vivo não conseguimos. Muitas vezes, é daí que vem este amor pelos blogues e pela blogosfera – um blogue permito-nos ser, mesmo que virtualmente, aquilo que quisermos e desejarmos, e a blogosfera permite estar em comunidade sem haver qualquer pressão social, estética ou verbal.

A minha experiência com o meu blogue é algo insólita, mas lembro-me tão bem como se fosse hoje que o impulso que me deu para criar um blogue deveu-se a uma necessidade de partilha, não sabia bem com quem, daquilo que me ocupava o espírito e habitava a mente. As lendas mitológicas, os livros que lia, até aquilo que sentia. Quando dei conta, o pequenito tinha crescido e parecia que tinha ganho vida para além de mim, dando-me tantas razões para sorrir e tornando-me tão orgulhosa dele, que hoje em dia já não me vejo sem o Morrighan. Tenho este blogue porque, com o tempo, fui acreditanto que podia fazer a diferença, mesmo que pequena, nas coisas em que me envolvesse – só me sei empenhar a 1000% e hoje em dia é isso que o blogue espelha. Mesmo sendo um espaço virtual, as amizades reais que surgiram e se estabeleceram através dele são das mais valiosas que tenho.

É isto que, para mim, é a blogosfera – um espaço para quem acredita que pode fazer a diferença de forma original, deixando o seu carimbo para sempre registado nesta era digital. Independência e despretensão, exigência e atenção, são os elementos chave para quem usa este meio para poder chegar aos outros. Independência na sua opinião, não cedendo a pressões ou a politiquices, despretensão no ter-se noção do seu papel e aceitando-o, exigência na qualidade do conteúdo que se produz e atenção para quem nos lê, afinal são o nosso público. E assim se faz e transmite cultura através da blogosfera, com muita paixão, tolerância e persistência.

Sofia Teixeira, desde 2008 a viver entre a mitologia e a realidade

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