Leitura do Momento

Hoje quando terminei o livro  A Primeira Regra dos Feiticeiros – Parte I , de Terry Goodkind, estava a pensar qual haveria ser das minh...



Hoje quando terminei o livro A Primeira Regra dos Feiticeiros – Parte I, de Terry Goodkind, estava a pensar qual haveria ser das minhas próximas leituras e lembrei-me deste pequeno livro. Foi um dos que trouxe da apresentação de novidades da Porto Editora e dada a estória do livro e o paralelismo com a realidade vivida pelo próprio autor, para além de ter ficado algo assombrada, fiquei com uma curiosidade enorme. Iniciarei, então, a leitura hoje à noite antes de descansar. Deixo-vos as informações sobre o livro e o autor.

LIVRO
Esta novela foi escrita em 1929 e publicada, em folhetim, no jornal diário vienense Neue Freie Presse, de que Zweig era colaborador permanente. Narra-se aqui a história de um judeu ortodoxo galiciano, estabelecido há anos em Viena como alfarrabista/vendedor de livros ambulante, e cujo único interesse eram os livros que comprava e vendia a universitários e académicos de Viena. Esta história constitui, espantosamente, a antecipação em mais de uma década do definhamento do próprio autor: a metáfora de um escritor, «cidadão europeu», pacifista empenhado, entregue de corpo e alma, como o próprio Mendel o era, aos seus queridos livros, à criação de uma obra literária europeia com características universais, mas que, vítima da barbárie nacional-socialista, perde tudo, isto é o seu país, a sua língua, os seus leitores da língua alemã para quem escrevia e o próprio sentido da vida.

AUTOR
Stefan Zweig nasceu em Viena, em novembro de 1881, viveu em Salzburgo, daí emigrando para Inglaterra, em 1934, e depois para o Brasil, onde acabaria por se suicidar, em fevereiro de 1942. Filho de um rico industrial judeu, pacifista convicto, amante das letras e do teatro, da Filosofia e da História, Stefan Zweig manteve um intenso contacto com as mais diversas personalidades da vida cultural europeia — Freud, Valéry, Rilke, Verhaeren. Da sua extensa obra — em que cabem também as muitas traduções de textos de Verlaine, de Baudelaire e, sobretudo, de Verhaeren — destacam-se o ensaio, a novela e a biografia.

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