[Música] The Sunflowers, com EP Gratuito já disponível - com Opinião

Os The Sunflowers são uma banda que toca mais ou menos punk. Garage rock descreve melhor o som cheio de guitarras sujas carregadas de d...



Os The Sunflowers são uma banda que toca mais ou menos punk. Garage rock descreve melhor o som cheio de guitarras sujas carregadas de distorção vindas do além e melodias fixes para andar de skate e fazer moches.  Actualmente, são um duo com influencias da nova cena indie e garage rock. Além disso, têm duas coisas a seu favor: uma rapariga na bateria e um vocalista que foi eleito o sexto mais bonito da escola.



EP

Imaginem-se deitados num campo de girassóis a ouvir a natureza e os passarinhos a cantar. Hmm, que bom. Mas o que é aquilo? Aquele som lá no fundo a ficar cada vez mais alto? Magoa um bocado a cabeça mas tem que se ver o que é... É um feedback maroto. Mas um feedback maroto no meio de girassóis? Estranho...
Agora, imaginem-se num concerto meio punk. Sim, só meio. Há girassóis e feedbacks e moches e guitarras sujas que nos fazem querer deitar fogo ao campo onde estivemos há pouco. Parece bom? Pois, nós sabemos que parece.



BIO
Os Sunflowers tornaram-se um duo em Maio e o seu som tornou-se rápido, sujo e cru. Nos grandes palcos, os girassóis nunca desiludiram o público e apresentam sempre um espectáculo cheio de energia, feedbacks, pb&j's e luzinhas de Natal a piscar. Os girassóis gostam de ser o mais informal possível com o seu hippie punk que cativa e deixa a vontade de ter mais. Ou não.


OPINIÃO
The Sunflowers foram daquelas bandas que me apareceram inesperadamente e que, de forma surpreendente, ou não, conquistaram a minha atenção. Extrapolando um pouco, das primeiras impressões que tive foi que estava a retroceder mais de dez anos, ao primeiro trabalho dos Death From Above 1979. Com um conteúdo lírico bastante diferente, aquela sujidade nas guitarras a que em cima se referem, é bem patente. O som é cru, e houve alturas em que me fez lembrar, também, os primeiros trabalhos de Arctic Monkeys, Queens of the Stone Age ou The Strokes. Os próprios nomes das músicas nos transportam um pouco para esse universo e a empatia não é difícil de criar. Influências postas de lado, estamos perante um EP curtinho, mas que dá uma boa amostra do que poderemos esperar no futuro. Estou muito curiosa para ver a evolução do duo e se continuarão no mesmo registo ou se me farão esquecer todas aquelas bandas que mencionei enquanto os ouço. Vê-los ao vivo será, certamente, uma experiência pela qual quero passar.

OUVIR

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