[6 Anos Blogue Morrighan] Quem diria que tudo começou a 13 de Dezembro de 2008...

Ilustração pelo João Pedro Fonseca Há quem fique admirado da grande importância que dou aos "meus" aniversários. Sim, porque...

Ilustração pelo João Pedro Fonseca

Há quem fique admirado da grande importância que dou aos "meus" aniversários. Sim, porque, principalmente, desde 2012, que comemoro o aniversário do blogue com tanto ou mais entusiasmo do que os meus próprios aniversários. "Não sei como consegues encarar de forma tão descontraída o passar dos anos!", disse-me ontem uma amiga minha. O que é certo é que é esse passar dos anos que nos ensina, que nos faz crescer, reflectir, que nos torna melhores. Com as pessoas certas à nossa volta, mesmo que com um caminho maioritariamente solitário, há marcos que se tornam impossíveis de não registar, datas em que os balanços merecem ser feitos e destacados. Não para destacar os melhores do ano com tops ou algo do género - também faço disso, mas não se trata disso -, mas antes para enaltecer os acontecimentos, as pessoas, os registos que nos transformaram de alguma maneira. 


Desde o último aniversário, a vida do blogue levou uma reviravolta como nunca pensei. Quando contactei, a medo, o Hélio Morais e o Noiserv (alvos das minhas primeiras entrevistas a músicos), nunca pensei que me fosse envolver tão intensamente nesse meio, mas aconteceu. Dei por mim a descobrir artistas incríveis, pouco ou quase nada conhecidos, a ter oportunidades de concertos e festivais, que de outra maneira se calhar não teria, e tudo cresceu de forma tão rápida, mas tão consistente, que a gratidão não tem limites. E nisto tenho, inevitavelmente, de deixar já aqui alguns agradecimentos: vou começar com a Raquel Lains, cuja paixão pelo que faz é contagiosa e que foi a primeira pessoa a acreditar no meu trabalho (mesmo que na altura ela não tivesse noção disso). Guardo um espaço para a Raquel no meu coração do tamanho do mundo. Passo para o Hugo Ferreira, da Omnichord Records/Leiria Calling, que desde que me conheceu, acreditou em mim e na minha vontade. Os Les Crazy Coconuts foram ao evento dos cinco anos por causa dele, e foi também por causa do Hugo que me apaixonei pelo talento de Leiria e pela própria cidade. Se hoje tenho lá uma segunda família, o Hugo tem boa parte da culpa e é uma pessoa que estimo e admiro muito. Poderia escrever já tudo neste post, mas acho que o ia tornar ainda mais gigante e maçador, por isso vou terminar esta parte com um agradecimento de coração à ZigurArtists, em especial ao António M. Silva, ao Manuel Bogalheiro (Mr. Herbert Quain), ao Afonso Lima e ao João Pedro Fonseca (este último vezes mil), que me tocaram o coração pelas pessoas e pelos profissionais que são, e durante os próximos dias farei alguns posts em tom de crónica que vos dêem a conhecer mais sobre este universo do BranMorrighan.


À semelhança do que tem sido feito nos últimos dois anos, o aniversário virtual do blogue irá ser comemorado durante um mês - de 13 de Dezembro a 13 de Janeiro - com passatempos em colaboração com os vários parceiros que têm apoiado e valorizado o trabalho do Morrighan nos últimos anos. Só para destacar alguns dos parceiros mais antigos posso dizer que vamos contar com o apoio de: Edições Saída de Emergência, Editorial Presença, Porto Editora, 1001 Mundos, Editora 2020 (com todas as suas chancelas), Penguin Random House Portugal (com várias das suas chancelas), Vodafone Paredes de Coura (a grande novidade deste ano!!!), Let's Start a Fire, Universal Music, Quetzal, Bertrand, Cultura Fnac e muitos outros. Muito, muito e gigante obrigada a todos os parceiros (aqui mencionados e por divulgar) que aceitaram fazer parte desta grande festa. Vamos ter também alguns projectos artesanais, acho que vai ser uma festa muito bonita! Aviso-vos que ainda hoje sairá um passatempo para um cabaz artesanal de chocolates! Eheheh! 


No que toca a eventos não virtuais, vamos ter o lançamento da colectânea Desassossego da Liberdade, com a editora Livros de Ontem, à qual agradeço de coração esta oportunidade. Os resultados do concurso de contos serão revelados ainda este fim-de-semana, mesmo que, com este post, o autor da ilustração da capa já fique conhecido - o João Pedro Fonseca. Vamos ter ainda três noites de concertos, a primeira já com bilhetes à venda, no Musicbox, no Maus Hábitos (Porto) e no Beat  Club (Leiria). A pouco e pouco vou revelando datas e cartazes. Já está tudo definido, só falta mesmo tornar tudo público! Espero que se possam juntar a nós! Fiz o esforço de ter eventos fora de Lisboa para também descentralizar as comemorações, pois admiro artistas por todo o país e há quilómetros que valem muito a pena percorrer. 


Por último, mas de suma importância, e para inaugurar oficialmente os 6 Anos Blog Morrighan, nada disto seria a mesma coisa sem o João Pedro Fonseca. A imagem oficial deste sexto aniversário, e que sucede ao Afonso Cruz (autor da imagem do quinto aniversário), pertence ao nosso artista João Pedro Fonseca cujo talento e ousadia são inegáveis. Conheci-o no primeiro trimestre deste 2014 e a necessidade de o entrevistar (http://www.branmorrighan.com/2014/02/entrevista-joao-pedro-fonseca-artista_18.html) foi imediata. E é essa liberdade que o Morrighan me dá para fazer o que bem me apetece com ele que acabou por tornar possível os nossos caminhos cruzarem-se e culminarem agora nesta belíssima ilustração. O meu obrigada, de coração, por esta contribuição enriquecedora no património do meu querido Morrighan.


Não me vou alongar mais, vou então começar a preparar alguns passatempos e alguns posts para conseguir agradecer devidamente às pessoas que quero sem que para isso tenham de ler mil coisas antes. Termino este post com algo que partilhei no meu mural pessoal do facebook esta semana:

«Tenho recebido algumas mensagens deste género (e não me levem a mal as pessoas que já o fizeram e que se encontram por aqui):

"Tu que estás no mundo da música e da literatura, diz-me, como é que conseguiste? O que é que fizeste? Como é que se cria um projecto que dê para entrar nesses mundos?" Entre outras perguntas.

A minha resposta é simples - fui fazendo o que gosto. Se tivesse pensado e estruturado algo para ser o que o blogue é hoje, se calhar "BranMorrighan" não teria sido o nome mais inteligente a dar ao projecto. Só que comigo as coisas foram ao contrário. Criei algo meu, explorei e expressei o meu próprio universo e com o tempo fui atrás das pessoas com quem gostava de falar. Quando dei conta tinha umas quantas outras a andarem atrás de mim. A vida é um bocado isto: uma troca do toma-lá-dá-cá, mas que quando feito de forma genuína e despegada de obrigatoriedade e interesse-interesseiro, tudo flui de forma muito agradável. 

Hoje em dia posso dizer que graças ao blogue-com-nome-impronunciável conheço das pessoas mais incríveis 

O meu maior conselho só pode ser - façam o que fizerem, façam-no de coração. Com mais ou menos dificuldade, tudo saberá sempre melhor quando conquistado.»

Não existe nada mais gratificante do que sermos honestos connosco próprios e com os outros. O que ganhamos a nível humano não tem preço, não é quantificável. No fim, não interessa o número de bilhetes, discos e livros (que agradeço de coração), o que fica na memória são as experiências que vivemos através deles, as pessoas que entram para a nossa vida e lá ficam, a aquecer-nos o coração. Obrigada a todos vocês, meus queridos leitores. Até já *

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