[DESTAQUE] Coelho Radioactivo lança novo disco - Canções Mortas - pela Gentle Records

Há discos que demoram o seu tempo a surgir, mas que quando o fazem se tornam incontornáveis. Até há uns dias desconhecia por completo o ...


Há discos que demoram o seu tempo a surgir, mas que quando o fazem se tornam incontornáveis. Até há uns dias desconhecia por completo o projecto Coelho Radioactivo, mas então conheci o Canções Mortas e não quis ouvir mais nada. Não ouvi nenhum outro disco dele, apaixonei-me facilmente por este e só o contraste gráfico deste para os discos anteriores deixa-me na expectativa do que poderei descobrir. Mais cedo ou mais tarde, é claro que irei ouvir a restante discografia, mas para já prefiro ficar-me por este. Explorá-lo um pouco mais, escrever sobre ele mais tarde. Existe uma sedução complexa e intensa entre as melodias e a obscuridade das letras. Só a ouvir a melodia, poucos reparariam que por vezes estamos perante letras mais negras, mais assombradas e assombrosas. Deixo-vos com a informação oficial sobre o disco: 

A Gentle Records e a TOSSE orgulham-se de apresentar “Canções Mortas”, o novo álbum do Coelho Radioactivo. Já dois anos findaram desde que João Sousa nos prendou com um novo álbum.
Hoje, o Coelho Radioactivo veste-se de maneira diferente, fala de outra coisa, a voz é a mesma, mas os adjectivos mudaram. Qual trovador de moliceiro aos pés, aprendeu a rir-se das lágrimas que são a ria que Aveiro chora. Vão encontrar um Coelho velho de 23 anos. Um João maturo com uma pedra atrás das costas e outra na cabeça. Ouçam canções mortas, quais mutantes de tudo na música que nos trouxe até aqui, biópsias de um coração aberto, esventrado nos novos versos que o Coelho Radioactivo aqui compilou. Sejamos sinceros: é um disco negro, triste e introspectivo, num percurso ascendente, tentando encontrar uma quaquer luz ao fundo do tunel. Mas não é assim que todos nos vemos quando nos espreitamos? É um álbum sobre si com os outros, sobre pessoas em particular, é sobre apontar o dedo e saber apontá-lo.

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