Nova Entrevista a Paus, a propósito da tour europeia que se inicia no Lux, dia 14 de Fevereiro

Paus é uma daquelas bandas que faz parte do meu top de bandas mais vezes vistas ao vivo. E, apesar de fazer questão de ter os discos em for...

Paus é uma daquelas bandas que faz parte do meu top de bandas mais vezes vistas ao vivo. E, apesar de fazer questão de ter os discos em formato físico, sendo sempre um pequeno apoio, não tenho dúvidas que já os vi mais vezes ao vivo do que ouvi os discos de estúdio por inteiro em casa. Não que não goste, mas porque Paus é daquelas bandas que ao vivo superam, na minha opinião, em muito os discos. Penso que prova disso tem sido esta aceitação crescente a nível internacional, com concertos atrás de concertos já dados pela Europa, Estados Unidos e México. Dia 14 iniciam mais uma tour, no Lux, e embora ainda só estejam 14 concertos publicamente divulgados, fiquei a saber, através da entrevista que podem ler, que afinal estão já 20 e tudo em pouco mais de um mês. Hélio Morais, Joaquim Albergaria, Makoto Yagyu e Fábio Jevelim, são os quatro protagonistas daqueles que são sempre uns concertos do car*lho! O seu último disco, Clarão, vê agora o início do seu fim, sendo que a banda pretende começar a compor depois da tour. Mais pormenores nas respostas seguintes. Boa sorte, Paus! 

Fotografia por Pedro Cláudio
Numa entrevista anterior, já falámos um pouco sobre o que vos juntou, como correu a recepção do Clarão e das primeiras aventuras no estrangeiro. A primeira pergunta vem em tom de balanço. Tal como disseram na primeira entrevista, este ano que passou foi uma espécie de ano zero – quais os principais momentos, sejam concertos, episódios ou conversas, que conseguem destacar desde que Clarão saiu?
Foi o nosso primeiro disco com edição e distribuição, físicas, fora de Portugal, pela El Segell – via PIAS. Foi, igualmente, o nosso primeiro disco pela Universal Portugal. Viajámos muito e fizemos alguns festivais chave, para cimentar a nossa carreira lá fora. Passámos por festivais como o Eurosonic (Holanda), o Europavox (França), O Primavera Sound (Espanha), o Le Guess Who? (Holanda), o SXSW (EUA), o NRMAL (Mexico) e fizemos muitos concertos aos fins de semana, pela Europa fora. Em Portugal passámos pelo NOS Alive.


É interessante esta curiosidade crescente não só em relação à banda como um todo, mas principalmente em relação às baterias siamesas. Para além de a composição musical ser obviamente de qualidade, o que é que acham que vos destaca, em relação aos demais, para estarem a ter uma aceitação tão boa no estrangeiro?
Talvez o facto de sermos muito instintivos ao vivo e muito intensos. Só sabemos tocar alto e com total entrega. Às tantas é isso que cativa as pessoas.


A próxima tour começa em solo português – no Lux. Porquê a escolha deste palco? Alguma razão em especial ou poderia ter sido outro qualquer?
O Lux tem sido a nossa casa, desde o início da nossa carreira. O primeiro concerto em Lisboa foi lá. Depois desse fizemos ainda as três sessões do Só Desta Vez e as apresentações dos nossos dois álbuns. Já tocámos nesta sala, pelo menos, oito vezes. Sentimo-nos em casa.



Dia 17 marca o primeiro compasso em concertos estrangeiros e estou curiosa, têm dinâmicas específicas de quando andam em tour? Algum snack ou bebida que não possa faltar enquanto viajam de um lado para o outro?
Vamos no Inverno, por isso não pode faltar uma manta e uma almofada. Vai ser uma tour com muitos Quilómetros. A tolerância, entre todos, também tem que entrar no nível máximo. Mas fazemos isso bastante bem; temos viajado muito juntos.


Vão fazer 14 concertos num mês, é quase dia sim, dia não, sendo que alguns são mesmo seguidos. Onde vão buscar a stamina? Já tendo assistido a uma boa dose de concertos vossos e sabendo que deixam tudo em palco, como é que fazem essa gestão? Há alguma restrição de esforço em certas alturas ou nem pensam nisso?
Na verdade vamos fazer mais. São quase 20; só estavam anunciados 14, mas entretanto já estão mais marcados, que anunciaremos ainda hoje. Já vamos tendo calo. Acabamos por saber gerir o esforço. E é importante conseguir dormir bem. E claro que não podes apanhar bebedeiras todas as noites. Andar tantos dias em tour, implica bastante auto-disciplina. Os quartos de Hotel estragados e excessos constantes são para as bandas que viajam de avião e enviam as equipas técnicas de tourbus. Aqui, alguém tem que conduzir.


A seguir a Portugal, e porque tenho a certeza que nisso seremos sempre os melhores, qual o outro país que vos recebe melhor e vibra mais convosco?
Já nos sentimos muito bem recebidos em Espanha e na Holanda. Luxemburgo também tem sido incrível; e Londres.


México e Estados Unidos também já fazem parte do cardápio. Há perspectivas de voltarem brevemente? A que outros países/continentes gostariam de levar a vossa música?
Temos estado em negociações para voltar ao México, mas ainda implica avançar com calma. É sempre um investimento grande. Gostávamos muito de ir ao continente asiático e passar pelo Japão. Austrália idem.


Porque é que acham que isso ainda não aconteceu?
Porque as coisas levam tempo a construir. Cada um no seu tempo. Há-de chegar a altura.


Já deram uma quantidade considerável de concertos com Clarão, esta tour vai continuar nessa linha ou vão acontecer coisas novas?
Vamos iniciar a morte do CLARÃO. Depois desta tour vamos começar a trabalhar em músicas novas. Ainda vamos basear os concertos deste ano neste disco, mas é o último. 2016 é ano de disco novo.


Desejando-vos a melhor sorte e diversão para a vossa tour, querem deixar alguma mensagem aos vossos fãs que os faça esgotar o Lux no próximo Sábado?
Apareçam e tragam amor. Das outras merdas já está o Mundo cheio.


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