E agora, o que se segue? [Diário de Bordo LIV] Uma Espécie de Redenção

Domingo chuvoso (vim para o Porto na Quinta-feira e a verdade é que só ontem é que parou de chover durante umas horas. Não quero ser ten...


Domingo chuvoso (vim para o Porto na Quinta-feira e a verdade é que só ontem é que parou de chover durante umas horas. Não quero ser tendenciosa, mas parece-me claramente que o universo, de cada vez que venho ao Porto tem chovido, me está a querer dizer que quando estou cá o que devo fazer é descansar e ficar em casa e como bem comportada que sou tive o fim-de-semana prolongado mais lazy e delicioso dos últimos tempos!), a ouvir Lou Reed (Coney Island Baby) e a escrever-vos um pouco sobre a loucura dos últimos quinze dias. É este o cenário neste final de manhã, antes de voltar à capital Lisboeta. Preparem-se para mega post, duas semanas é mesmo demasiado tempo sem dar notícias.

Há duas semanas, precisamente, estava numa situação parecida. Tinha vindo ao Porto não só visitar a minha família toda como ainda aproveitei para dar um saltinho ao Festival Lotação Ilimitada Coliseu, onde foi tirada a foto inicial deste post pela Raquel Nunes (blogue Letra-R). Foi uma festa muito bonita, em que se abriram mais duas salas do Coliseu, fora a principal, e onde tocaram os meus queridos Les Crazy Coconuts (foto), Memória de Peixe, Throes + The Shine, B Fachada, The Legendary Tigerman, entre outros. O ambiente estava óptimo, os concertos nas salas mais pequenas encheram bem, mas já o auditório principal pareceu um pouco despido quando chegou a vez de Tigerman fechar a noite. Este último concerto, mesmo assim, foi de uma energia excelente, não estivéssemos já nós habituados à intensidade e exuberância de Paulo Furtado. Os meus queridos Les Crazy Coconuts deram mais um excelente concerto em que, mesmo possivelmente não sendo ainda muito conhecidos pelo público, boa parte dele acabou a dançar e alguns até a decorarem as letras! Noite bonita, sim senhor, parabéns ao Coliseu Porto e à organização. 


De regresso a Lisboa, muito tem sido o trabalhinho profissional. Boas notícias: o meu primeiro paper em conferência, Spanning Edge Betweeness, publicado em 2013, já começou a ser citado tanto em teses de mestrado como por uns investigadores nos Estados Unidos da América (yupi!) e outro paper em journal, Not Seeing the Forest for the Trees: Size of the Minimum Spanning Trees (MSTs) Forest and Branch Significance in MST-Based Phylogenetic Analysis., foi aceite e publicado na PLoS ONE. Se tiverem curiosidade com o que ando a fazer a nível profissional, podem consultar as minhas publicações na minha página do técnico aqui: http://goo.gl/YVs1UB
As canecas que vêm aqui na figura ao lado são a minha colecção adquirida até agora. Tem sido mais ou menos um por ano, desde há algum tempo, mas a última recebido (a da frente à direita) foi um grande amigo meu que ofereceu. Deve ter adivinhado que em 2014 nem sequer tive tempo para ir à loja da Disney como costumo fazer! 


Focando-me agora um pouco no trabalho que tem sido feito aqui no blogue, quero deixar-vos um resumo mais ou menos sucinto. Chegámos ao primeiro MILHÃO de visualizações! 1 000 000! É verdade, um número enorme, tal como esta o meu coração de agradecimento por vocês. Não tive tempo para preparar nada de extraordinário, afinal já trabalho todos os dias para vos trazer o melhor, mas mesmo assim la organizei dois passatempos especiais, um com quatro livros para um único vencedor e o outro com três. Podem participar aqui e aqui
Quanto a livros lidos, têm sido muito poucos, mas o destaque vai para O luto de Elias Gro, de João Tordo, e Quando o Sol Brilha de Rui Conceição Silva. Do primeiro ainda não tive oportunidade de falar, mas do segundo já. Ambos abordam a morte, a dor, o luto, as sombras do indivíduo perante si e os outros. Engraçado como as leituras se encadearam naturalmente. 
De novas opiniões publicadas temos ainda o Alvorada Vermelha, que podem ler aqui


A Playlist da Quinzena que encerrou Abril esteve ao cargo do Fred Severo (Moe's Implosion e Miss Titan) e podem relembrá-la aqui. A da quinzena que se iniciou na Sexta-feira está a cargo do Ricardo Cabral, baterista e uma das caras da ZigurArtists. Já está disponível aqui.
Outra coisa boa é que a rubrica Queres é (a) Letra! está de volta e desta vez com o novo disco de We Trust! Podem acompanhar tudo o que for sendo publicado sobre a banda aqui.
A nível de entrevistas, foram duas semanas muito ricas e deixo-vos aqui a lista das publicadas:
A fotografia que vêem antes deste texto, tirei-a no Sabotage, quando o Tigerman foi lá tocar na passada Sexta-feira e faz parte da reportagem feira pelo Paulo Cecílio para o Bodyspace, que podem ler aqui


Não sei quando é que vou voltar a escrever mais um Diário de Bordo, sei que quero deixar registado neste que tenho a melhor família do mundo e que vir ao Porto é sempre uma espécie de bálsamo. Esta semana o meu orientador dizia-me que eu não parecia muito motivada com o trabalho que tinha para fazer... Digamos que quando num mês perdemos duas pessoas que nos são queridas, temos ainda mais uma em estado delicado e as nossas próprias preocupações se expandem em vários sentidos... Mas eu estou motivada e eu sei que a vida não pára. É importante não perder o lado humano, não desesperar, seguir em frente e tentar arranjar algum equilíbrio. E é também por isso que sei que tenho a melhor família do mundo e que sempre que escapo para o Porto sei que vou ter pelo menos dois ou três dias em que tudo, por uns momentos, parece menos problemático. Não há nada como o amor daqueles que nos querem bem sem qualquer tipo de restrição e por isso sou das pessoas mais gratas deste mundo. Um agradecimento especial ao meu primo Ricardo que me ajudou na transcrição de Old Yellow Jack e a Jigsaw!

Grande beijinho e tenham uma óptima semana.


PS: O querido escritor Nuno Nepomuceno vai ver a sua segunda obra publicada, A Espia do Oriente, e eu e a Vera Brandão (blogue Menina dos Policiais) vamos apresentá-lo na FNAC do Colombo, dia 13 de Maio pelas 19h. Fiquem atentos que brevemente terão mais notícias sobre isso.

PS2: Na revista Estante da FNAC aparece lá uma espécie de quizz com blogues literários. Ao que parece aqui o nosso Morrighan foi referenciado para quem prefere Literatura Fantástica. Percebo a etiqueta, afinal não há assim tantos blogues que falem de Literatura Fantástica, mas acaba por ser um pouco redutor dado o trabalho que aqui é feito. Ainda assim, fico muito contente que se tenham lembrado do Morrighan, da Menina dos Policiais e do Ler Y Criticar. São dos poucos blogues que sigo. 

1 comentários