E agora, o que se segue? [Diário de Bordo LVII] Voltando algum tempo atrás... O dia em que fui à Feira do Livro!

Se o Sábado é dia de descanso (ou assim tento), ao Domingo é dia de tentar recuperar um pouco alguns conteúdos que ficaram para trás. A...



Se o Sábado é dia de descanso (ou assim tento), ao Domingo é dia de tentar recuperar um pouco alguns conteúdos que ficaram para trás. Admito, boa parte dos conteúdos que são publicados ao longo da semana foram preparados no Domingo anterior porque, como disse ontem, tem sido complicado arranjar tempo para coisas extras. 

Já passou quase um mês desde que aqueles livrinhos vieram parar às minhas estantes (ou melhor, às pilhas que habitam o chão logo em frente às estantes - espaço e estantes novas precisam-se!), mas sou da opinião que mais vale tarde do que nunca e por isso aqui partilho convosco estas parcas compras. 

É verdade que este ano não andei pela feira do livro, nem em entretenimento, nem em compromissos, nem a tirar retratos, ao contrário do que aconteceu o ano passado em que fiz tudo isso. Cheguei inclusive a receber um mail, este ano, a dizer que pela primeira vez nos últimos anos a feira tinha sido não pagã e que tinham sentido a minha falta! É claro que fiquei comovida e de coração apertado, é sempre bom quando as pessoas manifestam terem sentido a nossa ausência por gostarem de nós e nos darem valor. As razões foram simples: se a Feira do Livro sempre foi um espaço de convívio e felicidade onde conheci algumas das pessoas que hoje em dia me são mais queridas, este ano, com a ausência definitiva do Luís não deu. Foi lá que o conheci e a sua partida é demasiado recente para eu fazer de conta que não aconteceu. Claro que devemos sorrir e honrar as nossas memórias, mas acho que haverá tempo para isso e que cada um tem o seu ritmo. Este tem sido o meu.

Como tal, a única vez que fui à Feira do Livro foi no final da tarde da primeira Sexta-Feira em que, juntamente com a minha afilhada, andei a namorar alguns livros do dia. E eis que o resultado foram aqueles sete livros, com oferta da agenda (no canto inferior esquerdo) por parte da FNAC. 

As escolhas foram simples e automáticas. Não é novidade que adoro mitologia e já andava de olho no Mitos e Lendas da Grécia Antiga há alguns anos, embora prefira a mitologia celta. Lisboa Triunfante era dos poucos livros do David Soares que ainda não tinha e por isso, por 5€, achei que valia a pena trazê-lo comigo para casa. Tenho pena que nunca mais tenha publicado romances (pelo menos que eu saiba), gostei muito do último - Batalha. To Kill a Mockingbird é um clássico que já devia ter lido há séculos e que para minha vergonha nunca aconteceu. Como gosto muito desta edição, quando o vi mais baratinho trouxe-a comigo e espero lê-la nas férias. Fausto! Outro clássico que é tantas vezes referenciado em imensas obras literárias e cujo sussurro para o comprar já vem de há muito tempo também. Por metade do preço vim com um regalo enorme para casa! Roberto Bolaño é um escritor que ainda não decidi bem a minha opinião sobre ele. Não sei se o livro que trouxe foi uma boa opção para desempatar, mas também ele estava a metade do preço. Veremos! Mentiras e Diamantes, livro do nosso português José Rentes de Carvalho, tem-me sido sugerido por tanta gente que foi inevitável. Aliás, ainda não o tinha pago e já as pessoas com que me ia cruzando e reconhecendo me diziam que era uma óptima escolha. Por fim, O Amor é Fodido, de Miguel Esteves Cardoso é consequência de ter lido Como é Linda a Puta da Vida e de ter gostado. De umas partes mais do que outras, verdade, mas o suficiente para me fazer querer ler mais. Elitismos à parte, não é por ser o MEC em si mesmo, gosto da irreverência dos seus títulos e da forma franca como transparece as emoções. Podemos ou não identificarmo-nos com elas, mas essas características ninguém lhas tira e eu gosto. 

E pronto, é isto! Ontem com mais de 40º sentei-me no chão fresco de minha casa uma data de vezes para terminar de ler o Fusão! Confesso, acordei hoje a faltar 100 páginas e já as devorei. Tenho mil em atraso por causa disso, mas andava com falta de me sentir tão presa assim por um livro, em que a adrenalina me assaltasse e não me permitisse largá-lo mais! 

Em termos de opinião posso adiantar que tenho umas quantas em atraso. Faltam-me assim as obras: Fogo, de Maya Banks (ok, bem melhor que o segundo, ao qual dei apenas uma estrela); A Cruzada das Crianças, de Afonso Cruz (já acabei há tanto tempo, mas quero escrever esta opinião com calma porque o livro está só descomunal); Lorde, de João Gilberto Noll (um livro que aborda a transformação, a metamorfose, de forma ousada e com uma imagética sexual muito forte); e Fusão, de Julianna Baggott (que já falei um pouco sobre ele). Estou com A Última Dança de Charlot, de Fabio Stassi, mas amanhã vou começar outro! Já há foto no Instagram para quem me quiser ajudar a escolher! Mais logo talvez ponha no Facebook também. 

E esta, hein? Um mês sem escrever Diários de Bordo e agora dois em dois dias seguidos! Bem, vamos lá ver como é que vai dar para manter o ritmo. Não sei se vocês continuam a gostar deste tipo de posts, mas se sim deixem o vosso like ou comentário aqui no blogue J Abreijos!

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