Molodoys descansam do psicadelismo e lançam single - Blues do Cangaço

A banda de Rock Psicodélico originária da cidade de Amparo (SP), recentemente lançou o seu primeiro single do novo trabalho, intitulado ...


A banda de Rock Psicodélico originária da cidade de Amparo (SP), recentemente lançou o seu primeiro single do novo trabalho, intitulado "Blues do Cangaço", onde o grupo - que já conta com 2 anos de estrada e um EP na bagagem - procura explorar diferentes sonoridades, unindo o característico vocal de Leonardo Fazio ao uso de instrumentos como o Erhu (violino-chinês) e a Viola Caipira, em busca de uma junção incomum entre o rock psicodélico, a música regional brasileira e a música folclórica oriental. 

Metamorphic Fragments é o nome do primeiro EP, todo interpretado em inglês, e eis que temos agora uma nova faceta da banda, em português. A opinião desse primeiro trabalho pode ser encontrada aqui: http://www.branmorrighan.com/2014/09/opiniao-ousadia-e-ritmo-em-metamorphic.html

Este Blues do Caganço, deixa de lado o psicadelismo pelo qual têm sido conhecidos, para mergulhar em sonoridades dentro dos géneros rock e blues (em parte, para nós portugueses pode lembrar um pouco algumas das sonoridades de Tigerman, embora a voz seja muito diferente), em que a rouquidão característica da voz de Leonardo dá forma a uma letra mais introspectiva, colocando em casa o que somos para nós mesmos e para os outros. O folk chega a seu tempo, introduzindo um ritmo mais mexido na música e levando-nos para paisagens que ainda não conhecemos, mas que só podemos imaginar como dançantes e hipnotizantes. Estes meninos estão a crescer e está a ser um gosto enorme acompanhar esse sucesso. 



Nasce um novo céu...
Ontem
Nasce um novo céu, lá se vai...
Alguém

Essa vida não vai muito além
Como o fruto que brota, sequei

Será que eu sou alguém?
Eu sei que eu sou alguém
Alguém, mas quem?
Não sou ninguém

Surge um novo Sol...
Em mim
Surge um novo Sol que não faz questão nenhuma de coexistir

E com a peneira fez-se a sombra que seca a sanidade em mim
E com a espingarda fez-se a chama que esgana todo esse capim

Sua canga não me prende a ninguém
Como a noite que surge, calei

Será que eu ou alguém?
Eu sei que eu sou alguém
Alguém, mas quem?
Não sou ninguém

O sangue e o Sol eu cruzei
Vaguei no trilho do trem
Alguém...
Alguém...
Eu nada fui send alguém
Eu nada fui nem serei.

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