Em Janeiro, pela Bertrand: «As Afinidades Electivas», de Johann Wolfgang Goethe

As Afinidades Electivas Johann Wolfgang Goethe Género: Literatura / Romance| Tradução: Mar...


As Afinidades Electivas
Johann Wolfgang Goethe

Género: Literatura / Romance| Tradução: Maria Assunção Pinto Correia | Formato: 15 x 23,5 cm| N.º de páginas: 320| PVP: € 16,60 | ISBN: 978-972-25-3320-1

As Afinidades Electivas, de Johann Wolfgang Goethe, nas livrarias a 13 de janeiro
Obra com prefácio e notas de João Barrento

Depois de A Viagem a Itália, a Bertrand Editora publica As Afinidades Electivas, de Johann Wolfgang Goethe, uma das mais proeminentes figuras da literatura moderna alemã e do Romantismo europeu. As Afinidades Electivas compreendem a exploração de uma simples presunção, a de que as relações humanas são governadas por forças semelhantes às que atuam em reações químicas, executadas meticulosamente. Belo e surpreendente, um drama que revela muito sobre a dinâmica das
relações humanas. 

Do prefácio por João Barrento: «A minha proposta para uma leitura actual d’As Afinidades Electivas, que parte de Walter Benjamin e o continua, é a de um olhar que terá de ser ‘pósclássico’ e que vê o romance como uma obra na qual, para além de compromissos pontuais, se explora e valoriza uma nova forma de sensibilidade, já romântica, e uma nova postura perante o mundo, que é obviamente de natureza saturnina e melancólica. O campo de acção é, como já o inteligente texto de Solger salientava no século XIX, o do amor, da paixão subjectiva, como ‘destino’ incontornável do indivíduo moderno 
(Solger: «O Homem não tem hoje outro destino que não seja o amor», cit. na Edição de Hamburgo, vol.6, p.653). Para Goethe, o amor é de facto a força (real, não metafórica, e isto é importante para entender As Afinidades Electivas!) que faz mover o universo.»

LIVRO
As Afinidades Electivas de Goethe é sem dúvida uma obra brilhante do autor onde encontramos alguns elementos característicos da novela romântica. Escrita em 1809, já numa fase de amadurecimento do escritor alemão, destaca os conflitos morais da época, as questões associadas ao matrimónio e apresenta as paixões enquanto determinantes dos nossos actos. Tudo isto tendo em como ponto de partida as leis da química que afectam – de acordo com a visão de mundo de Goethe – as pessoas como se fossem elementos. Um romance que nos remete para a história de um casal cujos membros se apaixonam em simultâneo por convidados da sua casa. Um conflito entre paixão e razão que acaba por desembocar numa situação caótica.

AUTOR
Goethe é um dos grandes escritores da literatura Europeia, o maior, se é que se pode falar de tamanho quando à escrita nos referimos, da língua alemã. Joyce nomeava assim a Santíssima Trindade da escrita na Europa: Dante, Goethe e Shakespeare. Dos três, talvez seja o que tem obra menos divulgada, mas todos já ouviram falar de Fausto e de Werther. Foi um dos mentores do movimento Sturm und Drang (mas, apesar de partilhar o interesse romântico pelo sofrimento, pela paixão e pela loucura, não os considerava como última e única solução na vida). Conseguiu um contrato que lhe permitiu viver da literatura, coisa rara para a época.

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