Diário da tour internacional do UM AO MOLHE #02

Primeiro dia de tour! Indo nós, indo nós a caminho de Ourense! Não desfazendo a vontade de tocar, confesso que estou em pulgas para um m...


Primeiro dia de tour! Indo nós, indo nós a caminho de Ourense! Não desfazendo a vontade de tocar, confesso que estou em pulgas para um mergulhinho nas termas. O André, o Manuel e a Débora creio que estão convencidos desta ideia! Os romanos é que a sabiam toda, descobriram todas as termas da Península quando cá andaram.

Com algumas paragens estratégicas pelo caminho, é de salientar a paragem em Monção, calculada para tomarmos o último café decente dos próximos 15 dias. Valeu!

Chegados a Ourense, foi uma boa surpresa ver o novo espaço do El Pueblo. A sala de concertos é confortável e o Iago fez-nos sentir, como sempre, bem vindos. Mas uma das maiores surpresas do dia foi rever o Rafa do Labranza que veio de propósito do Meiro para os concertos. Mítico, como sempre! Um pouco à semelhança do Biónico, Rafa é também um dos últimos moicanos pela qualidade da programação com que pautou o Labranza durante 16 anos. Guardo grandes recordações do bar dele desde a primeira vez que lá fui à cerca de 5 anos com os Sensible Soccers. Desde aí acolheu duas edições do Um Ao Molhe e ainda fomos lá fazer uma despedida antes de fechar.

A noite começou com o Arpista Iniciado e as suas divagações sobre texturas de guitarra. Era uma cara conhecida desta cidade pois já havia tocado com os 10000 Russos quando estivemos cá.

A sala estava já bem composta e o concerto passou rápido de mais. Entra a Surma que derrete os corações de umas meninas da plateia e os nossos também. Já não via O Manipulador há uns meses e adorei as malhas novas com que nos presenteou. Depois lá vim eu fazer um mar de feedbacks. 

Se há coisa que gosto na Galiza e nas Astúrias é que toda a gente se mistura, novos e velhos, todos nos copos. A noite prosseguiu com conversas construtivas embuídas de licor café. Uma no cravo, outra na ferradura, esta bebida. Hoje vamos para Lugo onde já ouvi dizer que há o melhor Pulpo a la Galega. Não há mar aqui à beira mas estou (estamos?) disposto a experimentar esta afirmação.


Pedro Pestana

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