Em Setembro, pela Cavalo de Ferro: Octaedro, de Julio Cortázar

Octaedro Julio Cortázar «A ti que me lês, nunca te aconteceu uma coisa começar num sonho e voltar em muitos sonhos mas não é aquil...


Octaedro
Julio Cortázar

«A ti que me lês, nunca te aconteceu uma coisa começar num sonho e voltar em muitos sonhos mas não é aquilo, não é apenas um sonho? Qualquer coisa que está ali mas onde, como; qualquer coisa que acontece ao sonhar, claro, puro sonho mas depois…»

Octaedro, um dos livros de contos mais emblemáticos de Julio Cortázar, tem a sua primeira publicação em Portugal. É o sexto volume de histórias curtas que a Cavalo de Ferro publica do grande escritor argentino, a que se deve somar o romance O Jogo do Mundo / Rayuela e os volumes Aulas de Literatura, Papéis Inesperados e A Volta ao Dia em 80 Mundos

LIVRO
Nos interstícios da realidade nascem aventuras improváveis: um rosto refletido numa janela, que desencadeia o nascer de sentimentos amorosos segundo uma lógica combinatória relacionada com os percursos da rede do metropolitano; mortos que voltam a morrer na viscosidade ilusória dos sonhos; personagens irreais que procuram a sua existência através de dolorosas mentiras — Morte, amor, relações humanas, a presença constante e imperturbável do inexplicável: todas as faces da existência humana e a certeza que fica, no final, de que nenhuma delas pode ser encarada somente através de um único prisma. O octaedro de oito contos publicado originalmente em 1974 e, até hoje, inteiramente inédito em Portugal, é um dos livros mais representativos e celebrados de Cortázar, em que a audácia estilística se equipara ao desafio constante perante os determinismos e previsibilidade da vida quotidiana.

AUTOR
Julio Cortázar (1914 - 1984), escritor argentino, é considerado um dos autores mais inovadores e originais do seu tempo. Mestre no conto e na narrativa curta, a sua obra é apenas comparável a nomes como os de Edgar Allan Poe, Tchékhov ou Borges. Deixou igualmente romances como O Jogo do Mundo (Rayuela), que inauguraram uma nova forma de fazer literatura na América Latina, rompendo com o modelo clássico, mediante uma narrativa que escapa à linearidade temporal e onde as personagens adquirem uma autonomia e uma profundidade psicológica únicas.

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