Fugly mostram primeiro single/vídeo de "Millennial Shit" - Take You Home Tonight

Dois anos depois do primeiro EP Morning After, após muito sangue, suor e lágrimas, os FUGLY seguem o seu percurso em busca do caos e da...



Dois anos depois do primeiro EP Morning After, após muito sangue, suor e lágrimas, os FUGLY seguem o seu percurso em busca do caos e da excentricidade frenética do noise e do garage, bem como a cura para a ressaca, com o novo Millennial Shit, a ser lançado pela editora independente O Cão da Garagem, em Janeiro de 2018.

Os millennials são a Geração Y, os jovens nascidos entre os anos 80 e os anos 90, época que culminou na maior taxa de nascimentos per capita. São a voz do emprego precário, dos estágios intermináveis, da abstenção política, dos direitos dos animais, do vegetarianismo, da erradicação dos estigmas populares, da preguiça, do aborrecimento, da legalização da marijuana, dos smartphones, da falta de emoção e capacidades sociais, da depressão antecipada, do controlo hormonal e do capitalismo forçado.

Com este mote, o álbum gira à volta do romance jovem, das noites loucas e espalhafatosas em que tudo de mau e bom acontece. O arrependimento causado por um dia seguinte cheio de perguntas sem resposta e todo o existencialismo associado.

O álbum, completamente produzido e gravado pela banda no Adega Studios, arranca a todo o gás com Hit the Wall, Ciao (You’re Dead), Millennial Shit, Take You Home Tonight e Yey. Todas elas com um registo harmónico e melódico muito simples, directo ao assunto. Músicas rápidas, com pouco tempo e que em poucos versos,  introduzem a história: a decadência emocional de quem acabou de ficar sozinho, perdido no meio de copos e tal, em que nem os amigos conseguem fazer nada para mudar, apenas uma epifania causada por muito desgaste psicológico. É em Delirium que temos esse ponto de viragem, o momento de reflexão. Rooftop, Inside My Head e The Sun, dão esperança à personagem de poder mudar tudo, de começar de novo e perceber a lição que foi aprendida. Vemos aqui também um registo mais apurado, fugindo um pouco à estética punk e dando-nos uma espécie de viagem ao centro do Ser. As letras são mais expressionistas e mais densas. Finalizando com uma surpresa no disco, uma música sem nome, XXXXX, FUGLY homenageam o fechar de um ciclo e o recomeço de outro que estará para vir.

Pedro Feio, ou Jimmy, começou o projecto em 2015 quando se fartou de estar sempre atrás da mesa de mistura e começou a querer subir de vez em quando ao palco. Chamou Rafael Silver e, mais tarde, Nuno Loureiro para juntos descobrirem a solução para três questões fundamentais: Como se entra para as áreas secretas dos jogos do Tony Hawk? Qual a melhor cor de calças? Cerveja: gelada ou morninha?

Após mais de 40 espectáculos num ano em torno do primeiro EP, passando por festivais como Vodafone Mexefest, NOS em D’Bandada, Sumol Summer Fest, Indie Music Fest e pelo palco Super Nova, os FUGLY voltam à carga em 2018 à procura de respostas com datas de apresentação em Fevereiro e uma Tour Europeia em meados de Março.

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