[Crónica Paulo André Cecílio] É PAUS, é pedras

É PAUS, é pedras Olhamos para aquela banda, hoje em dia, e surpreendemo-nos por termos acompanhado os seus primeiros passos, quando ...


É PAUS, é pedras

Olhamos para aquela banda, hoje em dia, e surpreendemo-nos por termos acompanhado os seus primeiros passos, quando o que havia era apenas um link para o Myspace e um único tema: “Mudo e Surdo”. De lá para cá, muita coisa mudou na vida dos PAUS, que de “supergrupo” - expressão que tanto pode indicar algo que se faz apenas pela piada e/ou para ganhar mais uns trocos – passaram a “certeza”. Mas sabíamos isso à partida: estava tudo no ritmo, na bateria siamesa, naquele baixo “que te faz sentir coisas”.

“Eu acredito em PAUS”, disse ao Quim no final do concerto no Santiago Alquimista, em 2010, a abrir para os HEALTH. Tinha razões para isso e essas mesmas razões foram-se confirmando; em palco, os PAUS não devem nada a ninguém (e os discos não captam muito bem a ferocidade de que eles são capazes, admitamos). 

Não deviam na altura, continuam sem dever hoje em dia, quatro álbuns e dúzias de concertos depois. Acreditei mais em PAUS que nos HEALTH, que deixaram de ser uma banda de noise rock electrónico para serem discípulos dos Pet Shop Boys (ouçam “Flesh World (UK) e digam que não tenho razão). Deles não rezará muito a história. Os PAUS já a fizeram.

Paulo André Cecílio

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