[DESTAQUE] ZigurFest 2018 - GRATUITO, CAMPISMO E CINCO NOVAS CONFIRMAÇÕES

O  verão  vai  assentando  arraiais  e  o  rumor  quente  da  brisa  de  verão  arrasta  com  paciência  ecos  de  ZigurFest.  Fiquemos...



O  verão  vai  assentando  arraiais  e  o  rumor  quente  da  brisa  de  verão  arrasta  com  paciência  ecos  de  ZigurFest.  Fiquemos  à  escuta: deslindam-se  os  nomes  de  Scúru  Fitchádu,  Vaiapraia  e  as  Rainhas  do  Baile,  Terra  Chã,  Savage  Ohms  e  Sereias.

Qual  terramoto  na  cena  portuguesa,  os  Scúru  Fitchádu são  a  banda  que  ninguém  esperava,  mas  toda  a  gente precisava.  Provando  que  não  há  limites  para  além  daqueles  impostos  por  nós  próprios,  a  banda  liderada por  Sette  Sujidade  tem  aberto  caminho  com  o  seu  cruzamento  imparável  de  punk  e  funaná.  

Da  transcendência  pelos  decibéis,  àquela  atingida  pelo  transe.  É  este  o  caminho  das  Savage  Ohms  e  o  seu  alinhamento  estelar  afecto  à  Maternidade  apontam  sem  medos  à  infinitude  do  cosmos  alimentadas  pela  motorik incessante  de  uma  secção  rítmica  no  ponto.  Kraut  à  séria,  para  viajar  sem  destino  certo.

Por  falar  em  viajar,  também  gostamos  de  o  fazer  a  dançar.  Lembrem-se  disso  quando  derem  de  caras  com  os  Terra  Chã,  dream-team  da  house  mais  onírica  que  por  cá  passou  -  e  editada  pela  recém-formada  Zabra  Records,  subsidiária  da  ZigurArtists  dedicada  a  fazer  esses  pés  a  mexer.  Formados  por  Fabrizio  Reinolds  e  Ricardo  Fialho,  têm  o  dom  de  evocar  paisagens  em  simultâneo  vívidas.  A  dança  como  libertação  é  o  mote.

Falando  de  libertação,  avançamos  serenamente  para  Vaiapraia  e  as  Rainhas  do  Baile.  Coletivo  recente  mas  definitivamente  icónico  em  Portugal,  têm-se  sabido  alinhar  com  a  pop-punk  simultaneamente  mais  doce  e  aguerrida  que  ouvimos  nos  últimos  anos.  As  suas  aparições  têm  tanto  de  concerto  como  de  performance,  sem  que  isso  diminua  a  capacidade  de  comunicar  pela  música  -  e  isso  deve-se  não  só  ao  companheirismo  raro  mas  também  à  vulnerabilidade  que  Rodrigo  Vaiapraia  imprime  na  banda.

Empreendimento  mutante  surgido  no  Porto,  os  Sereias  fazem  da  ferocidade  do  noise-rock  força  motriz  para  abrir  caminho  pelos  palcos  a  que  têm  subido.  A  dar  os  primeiros  e  muito  auspiciosos  primeiros  passos,  ostentam com  orgulho  e  eficácia  os  mandamentos  da  no-wave:  sem  forma,  sem  destino  aparente,  sem  referências  óbvias.  Apenas  a  facilidade  de  rugir  sempre  mais  alto  em  direção  a  um  clímax  que  é  sempre  inesperado.  Segurem-se  bem  para  este.

Como  boas  notícias  nunca  são  demais,  primeira  vez  em  oito  anos,  a  entrada  para  o  ZigurFest  será  totalmente gratuita  e  o  festival  terá  campismo  disponível  para  quem  vem  de  fora.  O  melhor  fim-de-semana  do  ano  regressa  a  Lamego  a  dobrar  e  de  29  de  Agosto  a  1  de  o  festival  estende-se  por  toda  a  cidade  –  a  começar  pelo  Teatro  Ribeiro  Conceição  e  na  Olaria,  sem  esquecer o  Castelo  ou  a  Alameda.

​Poderá seguir o ZigurFest 2018​ em​:


0 comentários