Em Julho, pela Quetzal: Trânsito, de Rachel Cusk

Trânsito Rachel Cusk Género: Literatura | Romance Formato: 15 x 23,5 cm N.º de páginas: 232 PVP: € 17,70 ISBN: 978-989-722...


Trânsito
Rachel Cusk

Género: Literatura | Romance
Formato: 15 x 23,5 cm
N.º de páginas: 232
PVP: € 17,70
ISBN: 978-989-722-445-4

Rachel Cusk: a verdade central da vida moderna

Chegou às livrarias o segundo volume da aclamada trilogia de Rachel Cusk, editado pela Quetzal. Depois de «A Contraluz», aquela que já é considerada uma das mais importantes escritoras britânicas da atualidade, apresenta «Trânsito», distinguido como um dos melhores livros de ficção de 2017 pela revista Time. Recém-divorciada e a braços com dois filhos, Faye, escritora e professora de escrita criativa, troca o campo pela agitação da vida na grande cidade de Londres, enquanto se esforça por construir uma nova realidade para si e para a sua família. Essa perturbação vai ser o catalisador de uma série de transições – pessoais, morais, artísticas e práticas. Em «Trânsito», Faye é confrontada com aspectos da realidade – aspetos de vulnerabilidade e poder, de morte e renovação. E trava uma luta para se religar a si própria e à sua crença na vida. 

LIVRO
Neste segundo livro de um preciso, curto e ainda assim épico ciclo, Rachel Cusk capta com inquietante contenção e honestidade o desejo de habitar uma vida e ao mesmo tempo abandoná-la, e a tortuosa ambivalência que anima a nossa necessidade do real. «Trânsito» arrebata quatro estrelas e meia na crítica que Isabel Lucas escreve no Ípsilon: «Tudo [na sua escrita é] de uma nudez requintada e desarmante». 

AUTORA
Rachel Cusk é autora de nove romances – nomeados e galardoados com numerosos prémios –, três trabalhos de não ficção, uma peça de teatro e muitos pequenos ensaios. Foi considerada pela revista Granta, em 2003, uma das melhores jovens romancistas britânicas. Estudou Inglês em Oxford e publicou o primeiro romance aos 26 anos, e os seus temas relacionados com o feminino e a sátira social mantiveram-se centrais na sua obra durante toda a década seguinte. Também os seus relatos autobiográficos sobre a maternidade e o divórcio foram em simultâneo inovadores e controversos. Mais recentemente, Rachel Cusk evoluiu para uma nova forma, que representa a experiência pessoal, evitando a subjetividade e o literalismo, e que se mantém liberta da convenção narrativa. Esse projeto transformou-se numa trilogia (Outline, Transit e Kudos). Outline, eleito um dos cinco melhores romances de 2015 pelo New York Times, foi publicado pela Quetzal, em 2017, com o título A Contraluz, a que se segue, agora, Trânsito.

IMPRENSA 
«Cusk rasgou o livro das regras e, nesse processo, criou uma obra de uma beleza assombrosa, profunda perspicácia e grande originalidade. [Trânsito] é um trabalho extremamente ambicioso e digno do seu brilhante antecessor, A Contraluz.» Monica Ali, The New York Times

«Romance denso, aforístico, perspicaz, como um Iris Murdoch extremamente destilado.» Dwight Garner, The New York Times

«Muitos escritores experimentais rejeitaram os mecanismos comuns de uma narração, mas Cusk encontrou uma maneira de o fazer sem sacrificar a tensão narrativa. Quando a ação vagueia, a linguagem apropria-se da folga. As suas frases “zunem” de inteligência, como uma via neural.» Judith Thurman, The New Yorker

«Cusk tem um manifesto fascínio pela maneira como situações aparentemente civilizadas e altamente ritualizadas comportam em si uma carga latente de crueza e agressividade animal. A sua originalidade técnica está ao nível da natureza fascinante do tema.» The Guardian

«Cusk vislumbrou a verdade central da vida moderna. A sua prosa não é propriamente musical, é antes o que eu chamaria ritualística.» London Review of Books

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