[Diário de Bordo] O maravilhoso mundo do #phdlife vs #proflife

Eu sei, as aulas já começaram na Segunda-feira, eu já estou pela FCUL há alguns dias, mas não tenho conseguido pousar uns momentos e d...


Eu sei, as aulas já começaram na Segunda-feira, eu já estou pela FCUL há alguns dias, mas não tenho conseguido pousar uns momentos e dedicar-me a escrever sobre esta transição. Transição essa que se está a dar de forma bastante suave. Já me sinto integrada em boa parte das componentes nas quais vou estar envolvida (principalmente na de ensino) e agora é tentar arranjar rotinas que me permitam preparar as aulas, dar as aulas, escrever a tese de doutoramento e ainda tratar de alguns assuntos pessoais, nomeadamente de saúde. É todo um malabarismo de calendário e de horários, mas estou muito contente com esta oportunidade e acho que é um desafio que me vai fazer crescer ainda mais enquanto professora e investigadora (obviamente que não em altura que o meu 1,80m já me chega! Eheheh). Vou estar a leccionar Introdução à Programação (Teórico-Práticas e Laboratórios) e também Construção de Sistemas de Software (Laboratórios). Se até agora dava apenas, no total 4h30 lectivas, este semestre vou leccionar 12h mais 3h de horário de apoio. Uma bela diferença, hein?! 

Este é o grande destaque desta nova fase: a vida boa (que só damos valor quando de repente ela tem de terminar) de ser aluno de doutoramento acabou. Demorei muito tempo a aperceber-me da maravilhosa liberdade que é ser-se aluno de doutoramento (poderei escrever sobre isso um dia destes se tiverem interesse), mas ao mesmo tempo acho que me apercebi a tempo de ter experiências extraordinárias. Desde as conferências à Summer School, passando pela experiência no Japão, pude viajar, conhecer investigadores fantásticos, mentes extraordinárias, e juntando isso à paciência eterna dos meus orientadores, cá estou eu agora, na recta final do meu doutoramento com uma sensação que é um misto de fascínio e de terror absolutos. Ahahah! É que só agora é que tudo vai realmente começar. Agora é a minha vez de passar para o outro lado. Orientar alunos, obter financiamento, continuar a conseguir fazer investigação e publicar de forma minimamente assídua... E isto tudo enquanto se tem um horário completo enquanto professor na faculdade. 

Não obstante, BRING IT ON! Cartas em cima da mesa e vamos a jogo! E evitar que eu me torne naquela professora afogueada ali da imagem! 

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