Opinião: O Guardião (Predadores da Noite #20), de Sherrilyn Kenyon

O Guardião (Predadores da Noite #20) Sherrilyn Kenyon Editora: Edições Saída de Emergência Sinopse: A Caçadora de Sonhos Lydi...


O Guardião (Predadores da Noite #20)
Sherrilyn Kenyon

Editora: Edições Saída de Emergência

Sinopse: A Caçadora de Sonhos Lydia tem a mais perigosa das missões: descer até ao reino inferior e encontrar o deus dos sonhos que desapareceu, antes que ele revele os segredos que podem pôr em perigo a sua espécie. Mas ela não esperava ser feita prisioneira pelo guardião mais cruel do reino… O tempo de Seth está a esgotar-se. Se ele não descobrir a entrada para o Olimpo, a sua vida e a do seu povo estará perdida. Seth não consegue vergar o deus que tem prisioneiro, mas quando surge uma salvadora, ele decide tentar uma nova tática. Quando estas duas vontades férreas se encontram, uma delas tem de ceder. Mas Lydia não guarda apenas os portões do Olimpo — ela protege um dos poderes mais obscuros do mundo. Se ela falhar, uma maldição antiga vai voltar a assombrar a Terra e ninguém estará a salvo. Mas o mal é sempre sedutor…


OPINIÃO: Que saudades! Andei relutante para pegar neste O Guardião, porque nos últimos dois livros dos Predadores da Noite senti que o meu envolvimento com os protagonistas e o seu universo tinha arrefecido bastante. Felizmente, quando peguei neste volume e li os primeiros capítulos, rapidamente me apercebi que teria de fazer uma maratona de leitura, parando apenas no fim. Dentro do universo multidimensional criado por Sherrilyn Kenyon, os presentes protagonistas pertencem aos Caçadores de Sonhos e foi como voltar às primeiras duplas que tanto entusiasmaram e me fizeram ficar viciada nas histórias desta autora.

A trama entre Seth e Lydia foi extremamente bem desenhada. O potencial e as limitações de cada um entraram tanto em choque como ao mesmo tempo se complementaram. Houve dilemas morais, emocionais, dúvidas constantes, inseguranças inimagináveis, mas a intensidade das fraquezas de um correspondia à intensidade das forças do outro. Tinha saudades da forma como Sherrilyn Kenyon consegue explorar zonas cinzentas, mas acima de tudo como usa o sofrimento inimaginável para criar um caminho que culmina no renascer da fénix.

Em Seth temos a personificação de um semideus que foi abandonado e maltratado tanto pelos pais (deuses) como pelos pais adoptivos (chacais). Vendido a um dos piores seres do universo quando era ainda uma criança, a sua missão é agradar-lhe sempre que possível para não ter terrivelmente torturado. Parte das suas funções é precisamente torturar outros para obter respostas. É num desses episódios que conhece Lydia, que aparece para defender o prisioneiro. Usando-a como moeda de troca, rapta-a. É neste convívio forçado que vamos conhecendo e desbravando a escuridão que habita em Seth. Lydia, com uma personalidade fortíssima e destemida, mostra-se alguém à altura do desafio. 

Gostei muito do ritmo a que a acção se desenvolveu, incluindo os tempos a que nos foi sendo dada nova informação. A mitologia criada por Sherrilyn Kenyon é tão rica que esta pode-se dar ao luxo de cruzar e intercalar as suas várias componentes. Sendo o vigésimo livro que leio da escritora, não há muito que possa acrescentar em relação a opiniões anteriores, tirando o reforço de que este é um dos melhores dos últimos tempos (isto falando do que está editado em português). E se nunca leram nenhum da autora, lerem este de forma individual não é assim tão mau porque dá para perceber praticamente tudo. Mas um aviso: assim que entrarem neste universo não vão querer largá-lo.

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