[Diário de Bordo] 32 and counting!

Queridos leitores! Fiquei tanto tempo sem vir ao editor do blogue que neste momento deparo-me com uma interface completamente nova e, muito ...


Queridos leitores! Fiquei tanto tempo sem vir ao editor do blogue que neste momento deparo-me com uma interface completamente nova e, muito honestamente, não me parece assim tanto user friendly. Claro que o blogger estava a precisar de um update, mas... Ahahah! Não era assim que tinha planeado começar este post. Recomecemos!

Queridos leitores! Como estão? Por aqui foi preciso passarem umas boas semanas para vos voltar a escrever. Ainda que na página de Facebook vá colocando algum conteúdo multimédia e partilhando algumas iniciativas literárias, a verdade é que a missão de um dos últimos diários de bordo foi completamente falhada. Não consigo forçar-me a escrever quando o espírito não está para aí virado. Pura e simplesmente é contra natura. E não é por não querer criar uma rotina de escrita, é porque às vezes o nosso coração não está no sítio certo e foi isso que senti que estava a acontecer comigo.

Dia 1 de Junho fiz 32 anos! Um aniversário bem diferente do habitual. Há já alguns anos que tenho o ritual de ver aquele mesmo grupo de pessoas no meu aniversário e este ano estava em Bloomington, com a cidade praticamente vazia e em tempo de pandemia. Ainda assim tive a sorte de estar com dois colegas, um deles até cozinhou um bolo de gengibre como bolo de aniversário. O que nunca vou esquecer é que para almoço pedi uma pizza vegetariana e de alguma maneira o cozinheiro arranjou maneira de colocar um picante terrível em vez de molho de tomate. Resumindo e concluindo, ao fim de duas fatias eu já transpirava e já caía para o lado! Ahahah, ao menos deu para rir um bom bocado. Tive também uma amiga que estando distante, arranjou maneira de me entregarem uns balões de parabéns em casa, que agora servem de decoração colorida na minha sala. Ou seja, um aniversário bem distante do normal, mas ao menos não o passei completamente sozinha (ao contrário do meu dia-a-dia normal que é bastante eu, eu mesma, mais eu mesma - me, myself and I, literalmente). 

Outra razão que me tem deixado inquieta e a fugir do computador tem a ver com o facto de não saber quando posso voltar a Portugal. E agora que já falei com os meus pais sobre isso (a minha mãe lê o meu blogue... olá mãe!), posso partilhar convosco que isto é algo que de vez em quando me deixa um pouco... triste, diria. No sentido em que tenho saudades gigantes do meu #ocaobran e devido a todas as proclamações do grandessíssimo %&$/(#$=? Trump, estou meia que encurralada nos Estados Unidos. No entanto, depois de muito processar tudo o que se está a passar e depois de tentar cimentar algumas técnicas de resiliência emocional e mental, lá ganhei um pouco de ânimo para vos escrever. 

E tenho umas quantas coisas para partilhar convosco! Antes de mais, recomecei a ler com alguma frequência. Nesta minha coisa de querer fugir do computador (por já passar o dia todo a trabalhar nele), lá vou conseguindo virar algumas páginas de alguns livros. Confesso, ainda assim, que a maior parte dos livros são técnicos, ou sobre trabalho, ou sobre yoga (ainda só li um pequeno romance de Don DeLillo), mas ao menos é um princípio. 

Outra coisa que me tem ajudado a melhorar a disposição é assistir aos clips do The Daily Show com o Trevor Noah. Estando a viver nos EUA no meio da pandemia e de toda a tentativa de revolução contra o racismo, assistir aos clips do Trevor Noah é como um duplo efeito: primeiro ele consegue chamar a atenção para tudo o que é grave, pertinente e importante de uma forma que não nos deixa em pânico, conseguindo, por outro lado, fazer-nos rir com o ridículo de tantas situações. 

No caminho da resiliência mental, lembram-se que num post anterior vos falei das minhas rotinas de Yoga? Pois bem, para além do Yoga With Adrienne, inscrevi-me recentemente numa série de workshops relacionados não só com Yoga, mas também com outras práticas Mindfulness. Isto porque nos tempos em que vivemos é fácil sentirmo-nos perdidos, um pouco a questionar as nossas opções, etc., e nem sempre tiramos o tempo para olhar para dentro e separarmos o trigo do joio. Separar o trigo do joio significa separar os pensamentos que só causam atrito daquilo que realmente podemos controlar. E por vezes deixamo-nos dominar por uma série de pensamentos "e se... e se..." quando muitas vezes não temos controlo nenhum sobre esses potenciais acontecimentos. Para mim é importante aperceber-me do que me rodeia e perguntar-me: o que é que eu posso fazer para melhorar a situação? Por exemplo, neste momento não me adianta pensar "ai que horror, não sei quando vou a Portugal" porque não controlo proclamações de presidentes %&$/(#$=?. Então para mim é importante pensar: "ok, vou ficar aqui até tempo indeterminado, o que é que posso fazer para me sentir tranquila?".

Bem, fiquei tanto tempo sem escrever que agora, coitados de vós (provavelmente vão só anotar #tl;dr), já estou a escrever demais! Perdoem-me. Resumindo e concluindo, têm sido tempos agitados, com muitas incertezas, muitas variáveis que não controlo e, para alguém com um historial de relativa ansiedade e aversão a situações de supressão de liberdade, este tem sido um desafio que tem exigido muito trabalho interior. Felizmente, para além das leituras e das práticas de yoga e meditação, tenho também acesso (FINALMENTE) aos campos de basquetebol de rua! (Daí a fotografia do post)

Ok, estou quase a deixar-vos ir. Prometo. Algumas notas finais: durante os protestos contra o racismo fiz uma série de publicações nas minhas redes sociais que levaram, imaginem, a que perdesse seguidores. Boa viagem! Outra coisa, este é o mês PRIDE e portanto quero chamar à atenção não só o tema do racismo, mas também ao tema da homofobia. Mais uma vez, todos são bem-vindos a este espaço, mas a intolerância não é aceite. Um dos meus planos é fazer publicações mais completas sobre estes temas delicados que parecem estar a dividir a sociedade, quando nos devíamos unir todos pelos direitos HUMANOS. É por isso que se chama DIREITOS HUMANOS e não direitos dos brancos e dos heterossexuais. No final, somos todos humanos, todos feitos da mesma matéria e RESPEITO é algo muito bonito, que todos queremos, e portanto devíamos ser os primeiros a providenciar a todos os que nos rodeiam. 

Abraço enorme, cheio de saudades! 

PS: Perdoem-me, estou cheia de trabalho e não vou rever o texto. Se encontrarem coisas mal escritas, dêem-me o desconto. Quis aproveitar este rasgo de energia e partilhar convosco estas coisas que tanto me têm ocupado a cabeça. Lembrem-se sempre: TOLERÂNCIA, RESPEITO, COMPREENSÃO!

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