[Entrevista] O que a Organização do FUSING tem a dizer sobre a edição de 2014.

A edição de 2014 terminou a 16 de Agosto e, dado toda a cobertura do Morrighan ao festival, começando com a entrevista à organização a 1...


A edição de 2014 terminou a 16 de Agosto e, dado toda a cobertura do Morrighan ao festival, começando com a entrevista à organização a 16 de Julho, continuando com uma série de entrevistas a músicos e terminando com reportagens diárias e foto reportagens, achei que seria pertinente abordar novamente a organização em tom de balanço. Aqui ficam as perguntas e respostas sobre o Fusing Culture Experience 2014. 

1. Numa entrevista anterior, falámos do conceito do Fusing, de todas as suas componentes e do que tinha para oferecer. Passada esta segunda edição, que balanço é que é feito?
Esta segunda edição do FUSING serviu como forma de consolidação do conceito do evento e da experiência que queremos que o nosso público viva dentro das quatro áreas que temos para oferecer – música, arte, desporto e gastronomia. 
Todos os espaços do recinto do evento funcionaram bastante bem e o feedback que temos recebido tem sido muito positivo. 
Quem veio à primeira edição e quem nos visitou este ano sentiu uma grande diferença no espaço.  


2. Pensam que a quantidade de festivaleiros que foram ao Fusing foi influenciada pelo facto de este decorrer ao mesmo tempo do festival Bons Sons? Esperavam ter mais gente? 
Os números não mentem e se o primeiro dia não correu conforme as nossas expectativas, a verdade é que o FUSING foi sentindo um crescimento exponencial e no último dia do evento viveu-se um clima dinâmico e com bastante público. 
Obviamente que agora podemos apontar vários factores para a não tão boa afluência no primeiro dia do evento, talvez o vento frio que se fez sentir.  


3. O facto de não haver campismo grátis pode condicionar, de alguma maneira, o número de visitantes?
Poderá ser, no entanto, e à semelhança da edição 2013, disponibilizámos um desconto de 50% no parque de campismo municipal para todos os portadores de bilhete geral. 
O facto do FUSING ser um festival urbano, realizado em plena cidade da Figueira da Foz, não nos permite “construir” um parque de campismo que possa ser gratuito e ao lado do recinto como se verifica em alguns festivais. 


4. À semelhança do ano passado, voltaram a ter um cartaz de luxo no que toca à música portuguesa. Que feedback é que tiveram por parte dos músicos? 
Os músicos sentem que o FUSING é um festival único e gostam de estar inseridos na programação e ver o seu trabalho reconhecido nesta panóplia de qualidade musical portuguesa que é o cartaz do FUSING. 


5. O Fusing tem sido muito elogiado precisamente por essa característica. Esta promoção/montra de bandas nacionais é para manter? 
Esse é um factor característico do evento. Obviamente que o crescimento poderá por introduzir nomes internacionais, no entanto não vemos isso como negativo. Os próprios músicos nacionais podem ter muito a ganhar com isso. 


6. Como explicam o sucesso do Pingo Doce Cooking Lounge, onde várias vezes se encontravam mais pessoas que no palco secundário?
O Cooking Lounge Pingo Doce foi uma das grandes novidades desta edição e foi, sem dúvida, um dos espaços mais bem conseguidos do evento. Sentimos que a componente gastronómica é muito bem recebida pelo público e a nossa ligação à marca Pingo Doce levou-nos a construir um espaço característico com uma identidade e vivências próprias. Estamos bastante satisfeitos com o resultado. 


7. A nível da garagem das Artes e dos Desportos Náuticos, que tipo de feedback têm recebido? Pretendem continuar com as aulas gratuitas, as exposições e os workshops?
Todas as áreas do FUSING funcionaram bastante bem e a área artística e desportiva não foram exceção. As mais de 200 aulas gratuitas no interior da Surf Village, a somar a mais de 100 aulas na manhã de dia 15 na Praia do Cabedelo, esgotando o número de inscrições, mostram que este é o caminho a seguir. A experiência do FUSING passa, também, por colocar os participantes no papel ativo da experiência. 


8. No concerto de Paus, o baterista Hélio observou que havia mais fotógrafos naquele fosso que no Alive. Houve essa preocupação de uma maior promoção do festival, permitindo que projectos mais pequenos também integrassem o Fusing?
Foi uma estratégia adotada este ano, dar a oportunidade a novos projetos jornalísticos. 


9. Qual a vossa opinião sobre o boom de festivais que têm surgido? Existe procura para tanta oferta num país tão pequeno como o nosso?
Portugal está, sem dúvida, a assistir a uma proliferação de festas e festivais. Se existe procura, só o futuro o dirá. A verdade é que os festivais terão de apostar na diferenciação e na procura do seu público para “sobreviver” neste mercado altamente competitivo. 


10. Já pensaram na próxima edição? 
Estamos neste momento a finalizar o balanço desta edição e a traçar as linhas condutoras do futuro. Iremos, a seu tempo, divulgar todas as novidades.


Tudo sobre o Fusing e o Morrighan aquihttp://www.branmorrighan.com/search/label/Fusing

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