Entrevista aos Salto, Banda Portuguesa [Banda Fusing]

São poucos os jovens que não conhecem os Salto, mas também começam a ser menos os graúdos que nunca ouviram falar destes jovens. Se o Googl...

São poucos os jovens que não conhecem os Salto, mas também começam a ser menos os graúdos que nunca ouviram falar destes jovens. Se o Google não é muito amigo quando pesquisamos por "Salto", já o Youtube é óptimo para quem não os conhece, com muito para ouvir por lá. Já os vi ao vivo umas quantas vezes e uma certeza consigo dar-vos: estes rapazes sabem como dar um bom espectáculo e fazer-nos sair de lá com dores nas pernas de tanto... saltar! Sim, é verdade! Para além do nome ficar no ouvido, como um dos seus amigos lhes disse, a verdade é que também a sua música inspira a movimento, a alegria e, arrisco-me a dizer, principalmente a Verão! O que coincide na perfeição com a sua actuação, daqui a menos de um mês, no Fusing Culture Experience onde vão estar a fazer-nos pular. Assim, entre aulas de surf e comida gourmet, poderemos encontrá-los pelo recinto no dia 15 de Agosto. Entretanto, deixo-vos as respostas às perguntas que fiz ao Guilherme e ao Luís – muito obrigado! Vemo-nos pelo Fusing!


O que é que aos 17 anos, quando formaram a banda, já queriam para os Salto?
Aos 17 anos queríamos tocar música e não pensávamos em muito mais do que isso. Depois, com o convite dos Azeitonas para fazer a primeira parte do concerto de encerramento de tour no Teatro Sá da Bandeira, tornámo-nos os Salto


Porquê esse nome?
A história até tem alguma piada. Quando fomos convidados pelos Azeitonas para fazer a primeira parte do concerto no Teatro Sá da Bandeira, éramos nada mais nada menos que os “Guilherme Ribeiro e Luís Montenegro”, algo que soava um bocado a “Marcelo e Lucas” a dupla de Sertanejo mais aclamada do Brasil. Nessa altura, os próprios Azeitonas sugeriram que era “mais fixe” aparecer um nome de uma banda nos bilhetes e não o nosso nome. Foi então, que um amigo nosso, o Paulo, nos sugeriu o nome Salto. Dizia ele: “É um nome que fica na cabeça, que é fácil de dizer, que sugere uma imagem/acção e, a melhor de todas, resulta bem graficamente”. Só se esqueceu é da parte da pesquisa no Google mas de resto...ehehehhe!



Desde que surgiram os Salto, em 2007, passaram-se 6 anos até o lançamento do primeiro álbum. Foi um percurso difícil?
Foi um percurso que teve as suas dificuldades e os seus altos e baixos. É natural que assim seja. As dificuldades estavam mais na procura de algo que musicalmente nos identificássemos e essa procura durou até lançarmos o álbum. Agora vemo-nos noutra procura, por algo com que nos identifiquemos ainda mais para este segundo álbum.


E agora que passou mais um ano, qual é o balanço?
O balanço é muito positivo. Demos bastantes concertos, crescemos como banda e, antes de lançarmos o segundo álbum, lançámos o “Beat Oven#01”. Não temos parado e a vontade é mesmo essa, de não parar,  o que é muito bom.



Também costumam actuar como DJSET. Como surgiu a ideia e o que é que vos permite explorar que com Live Set não conseguem? 
É totalmente diferente, principalmente porque num DJSET, “tocamos” muita música que não é dos Salto. É uma óptima maneira de também mostrarmos aquilo que andamos a ouvir e que nos inspira. A ideia de fazermos DJSETs surgiu por pedidos que recebemos e dissemos “Porque não?”


De onde vem a inspiração para as vossas letras? São vocês que as escrevem?
As letras são escritas por nós, sim. É um trabalho feito em conjunto que mistura ideias dos dois. O que nos inspira é sobretudo o dia-a-dia e as vivências de cada um.


Existe a intenção de atingirem um público-alvo específico? De levarem uma mensagem a quem vos ouve? Que história é que nos é contada pelo vosso disco homónimo?
Existe a intenção de querermos que ouçam a nossa música, não a fazemos só para nós. Embora não pensemos num público específico, é normal que vá de encontro a uma faixa etária mais jovem, embora já tenhamos tido algumas surpresas com miúdos bastante mais novos que nós e pessoas bastante mais velhas nos nossos concertos. A mensagem não é uma só mas várias e normalmente positivas.



Muitas bandas optam por cantar em inglês, muitas vezes pensando na internacionalização. A vossa escolha foi manterem-se fiéis à vossa língua. Acham que o facto de cantarem em português pode ser uma barreira ou nesse aspecto acham que é indiferente em que língua cantam? 
Independentemente da língua em que cantas a música tem que ser boa. A língua portuguesa é aquela em que nos expressamos melhor, é a nossa língua, por isso só fazia sentido cantar em português. A língua portuguesa é falada por milhões de pessoas no mundo por isso a internacionalização é sempre possível.


Concertos é coisa que não vos faltam, onde é que gostaram mais de actuar até hoje e porquê?
É difícil fazer uma escolha do melhor. Temos sido muito bem recebidos nos concertos que temos dado. É incrível a sensação de tocares a Km’s de casa e haver pessoas que conhecem as tuas músicas e que as cantam do principio ao fim. Percebe-se porque é que as bandas internacionais dizem que o público português é dos melhores do mundo.


Este Verão vão actuar ao Fusing, um festival único em Portugal que junta Música, Gastronomia, Desportos Náuticos e Arte Urbana. Quais as expectativas para este concerto em plena praia?
As expectativas são muito grandes. Temos muita vontade de estar neste festival que aponta para vertentes tão interessantes e ainda por cima na praia. É um festival único e que tenta chegar a todos. Vamos estar muito bem acompanhados no nosso dia. Capitão Fausto, Octa Push, Peixe:Avião, entre muitos outros. Vai ser uma grande festa.


Vão usufruir do que o festival tem para oferecer ou a agenda já está preenchida para esses dias? 
No nosso dia de certeza que vamos usufruir. Queremos provar iguarias gourmet e ter aulas de surf! Nos restantes dias ainda não sabemos se vamos conseguir estar no festival.


São poucos os festivais que se enchem de nomes portugueses como o Fusing. Acham que fazem falta mais festivais assim? Ou valorizam mais os concertos isolados? 
Acho que não nos compete a nós dizer se faz falta o público querer ouvir música portuguesa. Uma coisa é certa, nos últimos anos, a tendência para as pessoas a quererem ouvir tem vindo a aumentar muito. Daí resulta que os festivais e quem organiza concertos em Portugal queiram satisfazer o que o público pede e apostem nas bandas portuguesas


Que projectos é que têm em mente para um futuro próximo e para quando um novo álbum dos Salto?
Os projectos são sempre fazer música! Estamos a preparar o segundo álbum e trabalhar todos os dias para termos pronto. Não falta muito para começarem a ouvir música nova. Entretanto lançamos o “Beat Oven” que também terá a sua continuidade.


0 comentários